quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Saiba como evitar que suas redes sociais sejam invadidas por hackers

Ter senhas fortes e habilitar a configuração em duas etapas são algumas das técnicas simples que evitam a grande maioria dos ciberataques

Contas de redes sociais e apps de mensagens são alvos

Em um momento em que muitas pessoas estão em casa, trabalhando em regime de home office, a segurança digital se torna uma questão ainda mais importante. Contas de redes sociais e apps de mensagens são alvos para criminosos que buscam aplicar golpes e retorno financeiro.
Para evitar ter suas contas invadidas, existe uma série de medidas que podem ser tomadas por todos. A maioria delas serve para todas as redes sociais e contas em serviços online e podem ser acessadas nas configurações de segurança dos apps.
A primeira é a chamada verificação de duas etapas. O recurso adiciona uma nova camada de proteção na conta, além do login e senha, e está presente em praticamente todos os serviços. Geralmente, o usuário precisa digitar um código de quatro ou seis dígitos para completar o login, enviado por SMS ou gerado por um app de segurança.
Apesar de a ativação já ajudar bastante, para quem deseja uma segurança maior, recomenda-se optar por gerar os códigos extras em aplicativos específicos, como o Google Authenticator, o que evita a possibilidade de uma mensagem SMS ser interceptada por criminosos.
Também é importante checar o histórico de segurança da conta. Redes sociais contam com um histórico de acessos e em quais dispositivos aquela conta está vinculada. Locais e horários de acessos ficam guardados por vários meses e podem ser checados a qualquer momento.
A conta do Google também possui um vasto histórico de segurança e envia uma notificação quando algum dispositivo tenta fazer login, o que ajuda a evitar que uma invasão passe despercebida.
Tenha senhas fortes. Nenhuma das medidas anteriores será o suficiente se a senha for "fraca". Existem diversas categorias para senhas fracas: uma muito comum, com dados ligados ao usuário (como datas de aniversário), ou muito curta.
Uma senha ideal deve conter, no mínimo, oito caracteres e números símbolos especiais, como "#", "$" e "&". Misturar os três tipos de caracteres torna as senhas mais fortes. É recomendável também ter senhas maiores, com mais de 10 caracteres — quanto maior, mais difícil a senha ser descoberta ou "quebrada" em chamados ataques de força bruta, onde invasores testam diversas combinações para encontrar a combinação correta.
E não informe sua senha para alguém, a não ser por motivos urgentes. Mesmo que a pessoa seja sua amiga, ela pode anotar a senha em um local pouco seguro, além da senha ficar registrada nas mensagens. Troque-a assim que puder.
Pessoas com maiores preocupações de segurança podem optar também por um gerenciador de senhas, que gera combinações gigantescas e praticamente impossíveis de ser descobertas, e as armazenam.
Existem diversas opções de gerenciadores, desde os mais simples e gratuitos, aos com mais recursos e que cobram mensalidade. Cada um deve entender as próprias necessidades e adotar um que as atenda.
Fique atento a emails e mensagens suspeitos. Muitos dos ataques e invasões ocorrem porque os donos das contas clicam em emails fraudulentos ou mensagens suspeitas enviadas por algum contato.
Muitas dessas mensagens contêm links que redirecionam para sites clonados, criados com a única intenção de roubar logins e senhas de contas importantes, e até de serviços bancários. Uma regra importante, é verificar se um cadeado aparece ao lado do endereço do site, na barra do navegador.
Em caso de dúvida com relação a alguma mensagem, não hesite e contactar o administrador do serviço.
Muitos dos hackers também utilizam momentos de crise, como a pandemia causada pelo novo coronavírus, para enganar pessoas.
"Recomendamos que os usuários sejam vigilantes. Se você receber um e-mail ou mensagem que inclua um link ou anexo usando o tema coronavírus, lembre-se de que pode ser uma farsa. É recomendável não baixar ou abrir o arquivo nem o link", afirma Camilo Gutiérrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.
Alguns vírus e spywares chegam a colocar em risco toda a rede doméstica de alguém, podem atacar outros dispositivos conectados a ela. Em um momento em que estamos mais tempo em casa, esse pode ser um risco ainda maior. "A conscientização é um ponto-chave para tomar as medidas necessárias e, assim, proteger o equipamento e as informações contidas nele", pontua Gutiérrez.

R7 e Correio do Povo

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