quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Marchezan vê processo de impeachment como uma manobra de "antecipação da eleição"

Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou abertura do processo por 31 a 4 nesta quarta-feira

Marchezan ressaltou que a utilização de recursos do Fundo para campanhas de saúde está prevista na Constituição

Após a Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovar nesta quarta-feira a abertura do processo de impeachment, o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior, se defendeu sobre as acusações de que teria utilizado recursos do Fundo Municipal de Saúde para pagamento de gastos com publicidade. Segundo Marchezan, o processo trata-se de uma "antecipação da eleição" e ele está sendo julgado por seus "poucos acertos" durante a pandemia da Covid-19. 
"Este impeachment não é sobre nossos muitos erros, esse impeachment é por causa dos nossos poucos acertos e poucos méritos (durante a pandemia). Ele é uma antecipação da eleição. Tiramos Porto Alegre das páginas policias dos jornais, nós mudamos a imagem da nossa cidade de uma cidade que tinha várias denuncias por corrupção em virtude de um processo antigo de troca a troca e ganha", disse em vídeo divulgado por sua assessoria no final da noite.

Marchezan ressaltou que a utilização de recursos do Fundo para campanhas de saúde está prevista na Constituição, já foi feita por gestores anteriores e lembrou que o mesmo foi aprovado pela Câmara de Vereadores. "É importante salientar que o atual presidente da República, e os ex-presidentes, o atual governador e os ex-governadores, os ex-prefeitos também utilizaram de recursos dos fundos municipais, estaduais e federal da Saúde para fazer as campanhas da saúde. Isto esta na Constituição e na lei infraconstitucional. No nosso caso, utilizamos também o recurso do fundo municipal, porque a Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade o orçamento deste ano com seis milhões dentro do fundo municipal para campanhas de saúde. Usamos metade disso", alegou. 
Por fim, o prefeito de Porto Alegre afirmou que "seguirá trabalhando normalmente". "Eu sei que uma boa parte dos vereadores, a quase totalidade, ou é candidato a prefeito ou tem candidato do seu partido à prefeitura. A minha sugestão é que a gente leve todos os esses debates para uma campanha".
Correio do Povo

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