quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

BC reduz taxa básica de juros pela 4ª vez consecutiva, a 4,5% ao ano

Decisão unânime do Copom corta a Selic novamente em 0,5 ponto percentual e renova menor patamar histórico dos juros da economia brasileira

Banco Central anunciou redução da taxa básica de juros pela quarta vez seguida

Banco Central anunciou redução da taxa básica de juros pela quarta vez seguida | Foto: Agência Brasil / CP

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O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), cortou a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,5 ponto percentual pela quarta vez seguida nesta quarta-feira (11). O veredito derruba a Selic 4,5% ao ano, menor patamar da história.

A decisão pela redução da Selic foi aprovada novamente por unanimidade. Votaram o presidente do BC, Roberto Oliveira Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

Somente nas últimas quatro reuniões, o Banco Central cortou a taxa de juros em 2 pontos percentuais após a manutenção da Selic em 6,5% ao ano período de um ano e quatro meses.

Ao justificar a decisão, o Copom afirma que "o processo de recuperação da economia brasileira ganhou tração, em relação ao observado até o primeiro trimestre" e avalia que o cenário "seguirá em ritmo gradual".

O novo corte de 0,5 ponto percentual da Selic atende às expectativas do mercado financeiro e mantém a previsão estabelecida no último encontro do Copom. Agora, a expectativa do BC é de que a Selic ainda caia para 4,25% ao ano no início de 2020, mas encerre o período em 4,5% e se eleve até 6,25% ao ano em 2021.

"O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", destaca o comunicado emitido junto com o anúncio.

O Copom avalia ainda que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que a persevação desse processo "é essencial para permitir a consolidação da queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.


R7 e Correio do Povo



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