Manifestantes em Hong Kong cantam hino norte-americano e pedem ajuda dos EUA

Objetivo era usar a guerra comercial entre Washington e Pequim para convidar a Casa Branca a agir em defesa da região autônoma

Manifestantes querem endosso da Casa Branca em protestos na região

Manifestantes querem endosso da Casa Branca em protestos na região | Foto: Vivek Prakash / AFP / CP

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Milhares de manifestantes cantaram o hino dos Estados Unidos e pediram para que o presidente norte-americano, Donald Trump, protejam os direitos humanos em Hong Kong, encerrando um fim de semana de protestos menores e acalorados que continuaram mesmo após a recente tentativa de conciliação do governo. Com muitas bandeiras americanas, grupos reuniram em um parque no principal distrito comercial da cidade durante o início da tarde deste domingo (horário local) e, durante horas, marcharam pelo imenso complexo consular dos EUA até uma colina próxima.

Mais uma jornada de manifestações sinaliza que as recentes ações do governo – incluindo a retirada de um projeto que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para a China continental para julgamento – falharam em pacificar o movimento de protesto da cidade. Neste domingo, o objetivo era usar a guerra comercial entre Washington e Pequim para convidar a Casa Branca a agir em defesa da região autônoma e apoiar o movimento. A marcha do dia começou com os organizadores tocando o hino dos EUA, enquanto muitos acenavam grandes bandeiras americanas e britânicas-coloniais. No final da tarde, cantos de "EUA! EUA!" podiam ser ouvidos.

No início da noite, caixas de papelão e cercas de estradas deslocadas foram incendiadas em frente a uma entrada da estação. Em outras entradas, janelas foram quebradas e manifestantes atiraram pedras. Organizadores e manifestantes pediram especificamente ao Congresso a aprovação da Lei de Direitos Humanos e Democracia de Hong Kong, que imporia sanções a Hong Kong ou autoridades chinesas que suprimem as liberdades básicas na cidade.

Embora alguns no Congresso tenham pedido apoio mais aberto ao movimento de protesto de Hong Kong, o governo Trump foi amplamente restringido em sua resposta às manifestações. Trump descreveu inicialmente Hong Kong como um assunto interno da China, embora mais tarde tenha alertado o presidente chinês Xi Jinping de que uma reação violenta aos protestos poderia ameaçar um acordo comercial.

Pequim disse repetidamente que Hong Kong é um assunto interno e exigiu que os legisladores dos EUA "cuidem de seus próprios negócios" quando se trata de assuntos relativos à cidade semiautônoma. As autoridades chinesas também acusaram os EUA de envolvimento no movimento de protesto. Em uma foto amplamente divulgada pela mídia estatal chinesa, um funcionário consular dos EUA em Hong Kong foi visto se reunindo em um lobby de hotel com figuras proeminentes da democracia. O China Daily e outros canais do continente apontaram a imagem como evidência de envolvimento dos EUA por trás dos protestos.

A Embaixada dos EUA em Pequim negou que Washington estivesse por trás dos protestos. O consulado dos EUA em Hong Kong não fez comentários imediatos neste domingo.


Agência Estado e Correio do Povo


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