Alguns fatores de risco, associados ao diabetes, aumentam o risco para doenças cardiovasculares. (Foto: Reprodução)
4 de setembro de 2019 Capa – Você viu, Geral, Notícias
Existem milhões de brasileiros com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Muita gente já sabe que essas pessoas podem ter problemas de visão, falta de sensibilidade nos pés, feridas que não fecham. Mas a principal ameaça para quem tem diabetes são os problemas de coração.
De acordo com um levantamento chamado “Quando o diabetes toca o coração”, 80% dos brasileiros com diabetes tipo 2 apresentam sinais de risco cardiovascular (tontura, dores no peito e nas pernas, falta de ar, palpitações).
O cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil explica que o diabetes machuca vasos do coração. O que acontece é que o açúcar em excesso na corrente sanguínea pode lesionar os vasos, além de facilitar o acúmulo de gordura. Assim, os vasos ficam mais estreitos e o fluxo de sangue, reduzido. Isso pode levar a um evento cardiovascular.
Alguns fatores de risco, associados ao diabetes, aumentam o risco para doenças cardiovasculares. São eles: Colesterol alto, tabagismo, doença renal, pressão alta.
E como a pessoa pode perceber que está com um problema no coração? Segundo Kalil, sintomas como cansaço, fraqueza, tontura, falta de ar, dor ou desconforto no peito devem ser investigados.
Praticar alguma atividade física é a indicação número um para evitar problemas cardíacos. Também é muito importante controlar o diabetes, a alimentação, ter um acompanhamento médico e tomar os remédios prescritos.
Substância
O pesquisador brasileiro Luiz Osório Leiria, durante pesquisa de pós-doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, identificou uma substância produzida pelo organismo que ajuda a controlar os níveis de glicose e pode ser uma alternativa para o combate a diabetes. Atualmente ele é pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas.
Em artigo publicado na revista Cell Metabolism, Leiria descreve pela primeira vez as funções de tal substância, o lipídio 12-HEPE, um tipo de gordura que é produzida e liberada pelo tecido adiposo marrom. O tecido adiposo marrom está principalmente relacionado à regulação térmica do organismo por meio da produção de calor. Já o tecido adiposo branco é aquele relacionado com a obesidade e tem a função é acumular gordura quando há excedente energético disponível.
Na pesquisa, Leiria descobriu que camundongos obesos tratados com o lipídio 12-HEPE apresentaram maior eficiência na redução dos níveis de glicose no sangue depois de receberem uma injeção com glicose concentrada, na comparação com os camundongos que não tinham recebido o tratamento com o lipídio.
“Mostramos que o 12-HEPE foi capaz de melhorar a tolerância à glicose em animais obesos, o que se deve à capacidade deste [lipídio] de promover a captação da glicose no tecido adiposo e no músculo. Aumentar a tolerância à glicose significa dizer a capacidade de transportar a glicose para os tecidos após uma ingestão alta de alimento (com glicose) reduzindo os níveis de glicose no sangue”, disse Luiz Osório Leiria.
O pesquisador demonstrou que o efeito benéfico do lipídio se deu pela capacidade do 12-HEPE promover a captação de glicose tanto no músculo quanto no próprio tecido adiposo marrom.
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