sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Caixa notifica Corinthians por dívida de R$ 500 milhões

A dívida é relativa à construção do estádio de Itaquera, a Arena Corinthians. (Foto: Reprodução/Instagram @corinthians)

12 de setembro de 2019 Brasil, Capa – Caderno 1, Geral, Notícias

Uma dívida milionária foi noticiada ao Corinthians, clube de futebol paulista, pela Caixa Econômica Federal. O banco decidiu executar a dívida de aproximadamente R$ 500 milhões relativa à construção do estádio de Itaquera, a Arena Corinthians. A notificação foi motivo de surpresa para o clube, que divulgou uma nota oficial. “Não há como compreender o gesto intempestivo, que sequer foi previamente comunicado à agremiação”, afirma um dos trechos.

A Caixa foi a intermediária da liberação do valor de R$ 400 milhões para as obras do estádio, que foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014 realizada no Brasil. “Se a CEF escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos”, diz outra parte da nota.

O Corinthians já pagou R$ 175 milhões, mas com os juros, a dívida está em quase R$ 500 milhões.

Leia a íntegra da nota publicada pelo Corinthians:

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que enquanto finalizava negociações com a Caixa para um reperfilhamento do financiamento da Arena – processo iniciado nos primeiros dias da atual gestão — foi surpreendido por uma notificação extrajudicial alegando que diversos procedimentos prescritos pelo atual contrato não estariam sendo cumpridos.

Esta mudança de atitude não encontra respaldo na realidade dos fatos. Um acordo preliminar de adequação do contrato ao fluxo de caixa efetivo da Arena havia sido negociado há quase um ano, mas ficou suspenso pela perspectiva da iminente troca de comando da Instituição, à espera da orientação da nova gestão. Desde então, os compromissos vinham sendo honrados, como se os termos do acordo preliminar estivessem vigendo.

Além dos ajustes financeiros, a Caixa requeria a implantação de procedimentos administrativos com os quais o clube esteve sempre de acordo e cuja implementação dependia, como depende, de procedimentos dentro da Caixa até hoje não especificados definitivamente.

Assim, tanto no plano financeiro como no administrativo, o clube sempre se pautou por total transparência quanto à sua atuação operacional e subordinação inconteste a um processo de pagamentos compatível com a realidade financeira do mercado esportivo atual.

Como não houve interrupção do diálogo e tudo caminhava para um acordo mutuamente vantajoso, não há como compreender o gesto intempestivo, que sequer foi previamente comunicado à agremiação.

Ao contrário de inúmeras outras arenas que receberam da mesma linha de financiamento, o clube nunca repudiou sua dívida nem deixou de dialogar com o repassador destes recursos, a CEF, quando dificuldades transitórias se interpunham. Se a CEF escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos.

O clube continua aberto a voltar à mesa de negociação, se a Caixa optar por prosseguir a trajetória amigável que juntos vínhamos construindo até aqui.”


O Sul

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