Copom mantém taxa Selic em 6,50% ao ano

Decisão do Copom vai em linha com as expectativas do mercado financeiro

Selic permanece no menor nível da história desde março do ano passado

Selic permanece no menor nível da história desde março do ano passado | Foto: Raphael Ribeiro / BCB / CP

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu nesta quarta-feira pela 10ª manutenção consecutiva da taxa básica de juros da economia brasileira no patamar de 6,5% ao ano. Com o veredito, a Selic permanece no menor nível da história desde março do ano passado, quando o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para os atuais 6,5% ao ano.

Votaram pela manutenção da taxa o presidente do BC, Roberto Oliveira Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza e Tiago Couto Berriel.

A decisão do Copom vai em linha com as expectativas do mercado financeiro, que apostava justamente na manutenção da Selic nesta reunião. Para os próximos quatro encontros deste ano, o grupo de economistas consultados semanalmente pelo Banco Central aposta no corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, que deve finalizar 2019 no patamar de 5,75%, o menor da história nacional.

Para justificar a decisão desta quarta-feira, o Copom afirma que “a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente” e destaca que uma possível redução dos juros dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.


R7 e Correio do Povo



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