Polarização Bolsonaro-Haddad impulsiona uso de robôs nas redes sociais

Primeiro e segundo colocados têm maior porcentagem de perfis do Twitter automatizados interagindo com eleitores

Bolsonaro e Haddad têm o maior número de interações com robôs no Twitter | Foto: Nicolas Asfouri / AFP / CP

Bolsonaro e Haddad têm o maior número de interações com robôs no Twitter | Foto: Nicolas Asfouri / AFP / CP

A polarização eleitoral entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), primeiro e segundo colocados nas pesquisas de intenção de voto, aumentou nas redes sociais. Os dois têm o maior número de interações no Twitter e também maior porcentagem de perfis automatizados, os chamados robôs, interagindo com seus apoiadores - 43% e 28,4%, respectivamente, de 3.198 contas suspeitas monitoradas em estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-Dapp).

A presença de robôs nas redes vem crescendo desde o início da campanha eleitoral, em 15 de agosto, atingindo o ápice na última semana. Entre 12 e 18 de setembro, a pesquisa analisou 5,3 milhões de interações (retuítes) e mais de 712 mil perfis na rede social. No período, o patamar de interações envolvendo robôs chegou a 12,9%. No início da disputa eleitoral esse número era de 4,2%. Procuradas, as campanhas negaram a utilização de robôs nas redes sociais. "A gente não contrata nenhum robô. Se está tendo, as pessoas que estão fazendo aí", afirmou nesta quinta-feira o filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro.

O acirramento na campanha é um dos principais motivos para explicar o aumento de robôs na rede social, segundo um dos autores do estudo, professor Marco Aurélio Ruediger. "Você tem um crescimento repentino do candidato do PT, uma contraofensiva do campo à direita, e um terceiro campo buscando a terceira via, e aumenta a tentativa de influenciar as redes. A tendência dessa curva de acirramento é continuar crescendo." Esses números não pertencem, necessariamente, a uma campanha ou a um candidato. Segundo a metodologia de identificação desses robôs, não há nem mesmo como provar que sejam positivos ou negativos ao candidato, mas apenas interações com suas contas.

São considerados robôs contas automatizadas que geram volume de interações nas redes. Eles podem atuar tanto para atacar um candidato, como simplesmente para fazer campanha positiva. "Há vários parâmetros para determinar um robô, um deles é quando ele realiza disparos, um tuíte ou retuíte, em um curto período de tempo", disse Ruediger. O professor ressaltou ainda que o Twitter tem desempenhado um papel importante no combate a esses perfis falsos. A rede social informou, por meio de nota, que não comenta a pesquisa, porque não teve acesso à base de dados da FGV.

Na "bolha" de apoiadores de Bolsonaro e Haddad, também foram identificados os maiores patamares de retuítes suspeitos. As interações de robôs na seara "bolsonarista" chega a 17,8%; do lado de Haddad, esse patamar chega a 13%. A próxima "bolha" com retuítes suspeitos é de Marina Silva (Rede), bem abaixo, com 7,2%.

Proibição

A lei eleitoral proíbe "a veiculação de conteúdos de cunho eleitoral mediante cadastro de usuário de aplicação de internet com a intenção de falsear identidade". Além disso, se os robôs forem contratados por apoiadores, podem ser enquadrados como impulsionamento, o que também é ilegal. A multa, neste caso, vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil. Ao jornal, a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que não fiscaliza o uso de robôs na campanha e atua apenas em caso de denúncia, seja do Ministério Público Eleitoral ou de algum partido que se considere prejudicado. Não há registro de punição até hoje ao uso deste artifício.

"A fiscalização não cabe, de fato, ao TSE. Se uma pessoa achar alguma publicação estranha, pode pedir para o MP investigar", disse o ex-ministro do TSE Henrique Neves, chamando a atenção para quando esses perfis compartilham notícias falsas. "O que é importante pontuar é que todos nós temos de tomar muito cuidado com o que a gente compartilha ou interage. Nas eleições, as desinformações tendem a aumentar."

Ataques

As campanhas negam a utilização de robôs, mas a maioria tem identificado ataques. Na equipe de Marina Silva (Rede), por exemplo, os perfis da candidata têm recebido comentários que costumam associar o nome dela ao número de Bolsonaro. Isso se intensificou, segundo disseram, depois do embate entre os dois presidenciáveis. "A gente conseguiu montar uma militância digital para combater isso. A orientação é tentar dar visibilidade positiva à candidata", disse Lucas Brandão, coordenador de mobilização.

A assessoria de imprensa de Alvaro Dias (Podemos) identificou nesta quinta o que chamou de um "ataque violento" nas redes, depois de o candidato gravar um vídeo criticando o presidenciável do PSL. Na mesma linha, o coordenador de mídias sociais de Henrique Meirelles (MDB), Daniel Braga, disse acreditar que boa parte dos ataques seja por robôs, uma vez que várias contas têm registro de fora do Brasil. "Não acreditamos na eficiência de ações com robôs. Eles não formam opinião, apenas posicionam uma hashtag nos trending topics." A campanha de João Amoêdo (Novo) também disse ter sido atacada nas últimas semanas, mas admitiu não conseguir identificar se isso vem de robôs.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


"Fenômeno pode ser eficaz", diz especialista


RECADOS QUE AJUDAM NA
DECISÃO DO VOTO

XVII- 235/17 - 21.09.2018

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O BRASIL QUE EU QUERO...

Volta e meia entro no G1, Portal de notícias da Globo, para ver e ouvir os brasileiros espalhados por todos os cantos do país que se engajaram na boa campanha idealizada pela TV Globo -O BRASIL QUE EU QUERO PARA O FUTURO-.

ANÁLISE DE CONTEÚDOS

É evidente que antes de serem disponibilizados para eventual publicação, todos os conteúdos precisam passar por uma análise criteriosa. Ou seja, vídeos que contém, por exemplo, nomes de políticos, governantes e/ou candidatos são imediatamente descartados, o que é absolutamente correto.

DIREÇÃO ÚNICA

Como o G1 disponibiliza todos os vídeos enviados para a TV Globo, quem entrar lá vai constatar que, mesmo sem nomear governantes ou candidatos, em torno de 90% dos recados dados vão numa mesma direção:  MENOS CORRUPÇÃO e MAIS SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA.

MENOS CORRUPÇÃO

Ora, para bons e maus entendedores, só o fato de 90% do público que enviou vídeos para a TV Globo dizer que o BRASIL QUE QUER PARA O FUTURO é um país com MENOS CORRUPÇÃO, isto significa, por A+B, que não quer eleger políticos de partidos envolvidos com a grossa roubalheira que veio à tona nos últimos tempos.

MAIS SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA

Da mesma forma, os vídeos levam a crer que todos aqueles que exigem MAIS SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA é porque entenderam, com absoluta nitidez, que tais SERVIÇOS PÚBLICOS que o Estado deveria CONTRATAR (e não necessariamente prestar) não acontecem por MÁ ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

ENTENDIMENTO E ESCLARECIMENTO

A rigor, para que as vontades deste enorme público que exige MENOS CORRUPÇÃO e MAIS SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, sejam atendidas, bastaria que não votasse em candidatos POPULISTAS. O que falta para este enorme contingente é um mínimo de entendimento que pode ser resolvido com um bom esclarecimento. Vamos ajudar?


MARKET PLACE

IPCA-15 E SONDAGEM DA INDÚSTRIA - O IPCA-15 de setembro exibiu avanço de 0,09%, abaixo do esperado pelo mercado.  (0,18%). 

Já a prévia da sondagem da indústria para o mês de setembro, elaborada pela FGV, mostrou que o índice de confiança do setor recuou 2,9 pontos em relação ao fechamento de agosto, para 96,8 pontos. O recuo observado resultou da piora tanto do índice que avalia a situação atual, retrocedendo de 97,9 em agosto para 95,3 pontos, como do índice que afere as expectativas, que recuou no período ao passar de 101,4 para 98,5 pontos.
CAGED - Em agosto, o Brasil criou 100 mil postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje pela manhã.


ESPAÇO PENSAR +

Eis o bom texto do filósofo Luiz Felipe Pondé - E SE LULA GANHAR AS ELEIÇÕES EM 2018?-:

E se Lula ganhar as eleições em 2018? O Brasil terá um retrocesso ao paleolítico –sem querer ofender nossos ancestrais.

Sei que inteligentinhos dirão: pelo contrário, as populações mais pobres voltarão a comprar TVs e carros. E eu direi: a bolsa fome é a grande miséria que alimenta o PT e seus associados.

Nelson Rodrigues dizia que, no dia em que acabasse a pobreza do Nordeste, dom Helder, o arcebispo vermelho, perderia sua razão de existir. Por isso, ele e a miséria do Nordeste andavam de mãos dadas.

O truque do PT e associados é o mesmo: destruir a economia, acuar o mercado, alimentar uma parceria com os bilionários oligopolistas a fim de manter o país miserável e, assim, garantir seu curral eleitoral.

Como o velho coronelismo nordestino –conheço bem a região: sou nascido no Recife e vivi muitos anos na Bahia–, o PT e associados têm na miséria e na dependência da população seu capital.

Mas quero falar de outras dimensões da tragédia que nos cerca caso o PT retome o poder.

Desta vez, o projeto "a Venezuela é aqui" se organizará de forma mais concreta.

O Poder Judiciário, já em grande parte na mão da "malta" do PT, servirá ao partido de forma sincera e submissa, destruindo a autonomia da Justiça. Esse processo já está em curso, mas foi, temporariamente, barrado pelo percalço do impeachment e de alguns poucos setores não petistas do Poder Judiciário.

O Legislativo se acomodará, como sempre, a quem manda.

O mercado também se acomodará, servindo, de novo, ao coronel Lula ou a algum genérico que o represente. Eliminarão qualquer elo na sua cadeia produtiva que suje seu nome –da empresa, quero dizer– junto à Nomenclatura.

Quanto à inteligência pública, essa será devastada.

Perda de empregos, contratos, espaços nos veículos, com a bênção da quase totalidade das Redações e editorias. Se não apenas para eles mesmos não perderem empregos, contratos e espaços, também, e principalmente, porque a quase totalidade das Redações e editorias são petistas ou similares.

Nas universidades e nas escolas, a festa. Reforço absoluto da patrulha ideológica de forma orgânica, com apoio da Capes e de sua plataforma Sucupira.

As universidades, entidades quase absolutamente monolíticas e autoritárias, celebrarão a queima total de seus adversários internos e externos. Os alunos, coitados, ou aderirão à retomada vingativa do poder por parte do PT, ou perderão bolsas, vagas e carreiras.

E chegará a vez de as Forças Armadas também serem cooptadas pela hegemonia petista. Uma vez cooptada, como na Venezuela, a regressão ao paleolítico estará plenamente realizada.

O controle da mídia, em nome da "democracia", implicará o silêncio imposto a todos que quiserem pagar suas contas.

A classe artística fará festivais para comemorar o retorno ao poder dos "progressistas" que dão dinheiro para eles gastarem até acabar.

E, quando o dinheiro acabar, como acabou no Dilma 2, os "progressistas" sairão do poder, darão um tempo para os "conservadores" fazerem o trabalho sujo de reorganizar a economia e, quando a casa estiver um pouco mais organizada, voltarão ao poder para gastar tudo de novo.

Vivemos duas formas de hegemonia do PT e associados no Brasil: a hegemonia da miséria e do discurso populista de cuidado com ela e a hegemonia do pensamento público e de suas instituições.

A diferença entre o PT de antes do impeachment e o PT de agora será que antes ele ainda fazia pose de defensor das liberdades.

Agora, ele perderá a pose e destruirá todo o tecido de liberdade de expressão no país.

E mais: a vitória de Lula em 2018 será a prova definitiva de que os eleitores não estão nem aí para suspeita de corrupção pairando sobre qualquer que seja o candidato.

Todo esse mimimi ao redor da Lava Jato ficará claro como mimimi.

Dane-se a corrupção. Ninguém está nem aí para isso. A começar pelos intelectuais, professores, artistas e integrantes de grande parte do Poder Judiciário.

O combate à corrupção é (quase) uma farsa.

Depressão, ressentimento, medo e vingança serão os afetos que definirão 2019.

FRASE DO DIA

O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas.
                                                                                                               Millôr Fernandes

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