Cariocas foram eliminados da Libertadores em sua própria casa, sem chance de reação
Segunda goleada levou mineiros à liderança do grupo | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP
O Cruzeiro embalou na Libertadores e eliminou o Vasco, nesta quarta-feira, com requintes de crueldade. A Raposa aplicou 4 a 0, em pleno São Januário e assumiu a liderança do Grupo E. A equipe carioca, por sua vez, dá adeus a qualquer chance de avançar à fase de mata-mata. A partida foi marcada por confusão entre torcedores vascaínos, o que chegou a paralisar o jogo por sete minutos no primeiro tempo.
Depois do 7 a 0 sobre a Universidad de Chile, o Cruzeiro chegou aos 11 pontos e assume provisoriamente a ponta da chave, com a classificação encaminhada. Nesta quinta, o Racing, que tem oito, poderá retomar a ponta se vencer a equipe chilena, em casa. Já o Vasco segue com apenas dois pontos, ainda sem vencer na fase de grupos, na 4ª posição. O time agora foca na 3ª colocação, que dá vaga na Copa Sul-Americana.
Sem Leandro Desábato e sem Wagner, o Vasco entrou em campo desesperado, mas com a vantagem de jogar em casa na busca pelos preciosos pontos que manteriam a equipe na briga por uma vaga no mata-mata. Mas quem viu o início de jogo poderia pensar que o desesperado em campo era o Cruzeiro, tal era o ritmo imposto pelo time mineiro nos primeiros minutos.
Muito ofensivo, o time visitante foi para cima desde o começo e abriu o placar aos 9 minutos. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Egídio, que cruzou e Léo, em posição de impedimento, escorou para as redes.
O segundo veio aos 25, em lance parecido. O mesmo Egídio cruzou da esquerda e Thiago Neves, sem marcação, completou para as redes com facilidade. Na sequência, aos 32, Sassá encheu o pé de fora da área e marcou lindo gol.
Com a atuação avassaladora do Cruzeiro, a torcida vascaína não perdoou e iniciou as vaias. Ao mesmo tempo, xingava o presidente Alexandre Campello. As manifestações geraram atritos internos nas arquibancadas, em razão do tom político das críticas. E a polícia interveio com gás pimenta, o que assustou parte dos torcedores.
Preocupado, o Anderson Daronco paralisou o jogo aos 35 minutos e só fez a partida retornar após se certificar da segurança no local, a partir da aprovação da polícia, sete minutos depois. Mas a reta final do primeiro tempo não apresentou maiores mudanças ao panorama da partida.
No início do segundo tempo, o Vasco parecia disposto a ao menos reduzir o estrago no placar. Partiu para cima e deu trabalho ao goleiro Fábio, exigido aos 2 e aos 4. Um minuto depois, Riascos acertou a trave. Parecia que o time carioca enfim "entrara" no jogo.
Mas Sassá tratou de acabar com qualquer esperança da torcida vascaína aos 10 minutos. Ele recebeu lançamento de Arrascaeta e mandou para as redes. O quarto gol cruzeirense levou parte da torcida carioca a deixar o estádio.
Daí em diante, o Cruzeiro desacelerou e o Vasco manteve o ritmo lento, ao contrário do que fez no início da etapa. Enquanto os times faziam uma partida morna em campo em seus minutos finais de jogo, a torcida voltava a causar confusão nas arquibancadas, com nova intervenção por parte da polícia. Desta vez, o confronto não trouxe consequências para a sequência da partida até o apito final.
Os dois times brasileiros voltarão a campo para a última rodada do Grupo E no dia 22. O Vasco vai visitar a Universidad de Chile, em Santiago, enquanto o Cruzeiro vai receber o Racing no Mineirão.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
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