Chapecoense segura empate com o Atlético em Minas

Catarinenses garantiram 0 a 0 e agora jogam partida de volta com apoio da torcida

Catarinenses garantiram 0 a 0 e agora jogam partida de volta com apoio da torcida | Foto: Bruno Cantini  / Atlético-MG / Divulgação CP

Catarinenses garantiram 0 a 0 e agora jogam partida de volta com apoio da torcida | Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG / Divulgação CP

O Atlético Mineiro parou na retranca da Chapecoense, na noite desta quarta-feira, e ficou no 0 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Com dificuldades no último passe e nas finalizações, a equipe mineira não conseguiu fazer valer o fator casa no Independência, em Belo Horizonte.

Apostando no bom momento de Róger Guedes, o Atlético dominou o time catarinense do começo ao fim e criou as melhores chances da partida. Mas parou nas suas próprias falhas no ataque, principalmente em razão da solidez da defesa da Chapecoense, que entrou em campo com o objetivo de não levar gols.

A estratégia deu certo e o time catarinense leva para a Arena Condá o empate. O jogo da volta será no dia 16, daqui a duas semanas. Até lá, o técnico Thiago Larghi espera contar com Cazares em perfeitas condições, após fazer seu retorno nesta quarta, entrando somente no segundo tempo. Na defesa, a novidade foi o zagueiro e capitão Leonardo Silva, que não entrava em campo desde a final do Mineiro

O primeiro tempo do jogo desta quarta foi um confronto entre ataque e defesa, mas sem as emoções que geralmente ocorrem em partidas deste tipo. E isso porque o Atlético-MG teve dificuldades no ataque, apesar das investidas constantes de Róger Guedes ao longo dos primeiros 45 minutos.

O meia-atacante foi o motor atleticano, dando sustos na defesa catarinense. Era ele quem movimentava o ataque, assim como fizera na vitória sobre o Corinthians, no fim de semana, pelo Brasileirão. Foi uma jogada sua que gerou a melhor chance dos anfitriões na etapa inicial. Aos 13, ele disparou pelo meio e a bola sobrou para Gustavo Blanco encher o pé. O goleiro Jandrei fez a defesa

No entanto, as chances reais de gol eram praticamente nulas. O Atlético dominava com facilidade o meio-campo e até criava bem, mas falhava no último passe. Ricardo Oliveira assistia mais do que participava das jogadas porque a bola não chegava.

Para piorar a situação do Atlético, a Chapecoense abdicava totalmente de atacar, talvez escaldada pelo insucesso em seu primeiro duelo de mata-mata no ano, na Copa Libertadores, quando caiu logo no primeiro confronto, contra o Nacional, do Uruguai. Os visitantes apostavam na cautela da retranca para tentar levar o empate para a Arena Condá.

O panorama pouco se alterou no segundo tempo. A Chapecoense seguia concentrada na defesa, enquanto o Atlético continuava a cometer erros em lançamentos, últimos passes e finalizações.

A pressão atleticana aumentou a partir dos 20, pouco depois das entradas de Cazares e Elias em campo, nas vagas de Gustavo Blanco e Adilson. Os anfitriões ganharam maior volume de jogo no ataque e o visitante começou a levar sustos. Um deles aconteceu aos 27, quando Patric avançou até a linha de fundo e bateu cruzado, raspando o pé da trave.

Apesar da insistência, o Atlético repetia as limitações no ataque, enquanto a Chapecoense parecia cada vez mais confiante na defesa. Nos minutos finais, o time catarinense tentou aproveitar bobeada da zaga anfitriã e chegou a dar trabalho para Victor antes do apito final, que encerrou os primeiros 90 minutos do confronto.


Esta~dao Conteúdo e Correio do Povo

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