Mateus Bandeira disputará o governo pelo Partido Novo
Mateus Bandeira foi presidente do Banrisul no governo Yeda | Foto: Paulo Nunes / CP Memória
Mateus Bandeira, ex-secretário de Planejamento e ex-presidente do Banrisul durante parte do governo de Yeda Crusius (PSDB), oficializou nesta sexta-feira sua filiação ao Partido Novo e deverá concorrer ao governo do Estado em 2018. Bandeira tem um extenso currículo de atividades no setor público, mas hoje atua na iniciativa privada, como consultor de gerenciamento. Após o término da administração Yeda, em 2011, ele migrou para a presidência da Falconi Consultores de Resultado, onde permaneceu até o início deste ano.
Renunciou em janeiro, em conjunto com outros dois diretores. Atualmente segue como membro do Conselho de Administração do Banco Pan, de propriedade de Sílvio Santos.
O ato simbólico de filiação aconteceu no final da manhã, no restaurante do Palácio do Comércio, e incluiu a filiação de outras três dezenas de simpatizantes. Entre elas os empresários Richard Gerdau Johannpeter e Claudio Goldsztein, o ex-presidente da Procergs no governo Yeda e hoje também consultor Ademir Piccoli, e o advogado e professor universitário Bruno Miragem, que participou da administração de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) como procurador-geral de Porto Alegre entre janeiro e junho deste ano.
Em tom de pré-campanha, Bandeira disse, durante o encontro, que o Novo deseja “um Estado que privilegie as liberdades individuais e o livre mercado e que se contraponha a este modelo que dificulta a vida de todos, principalmente daqueles que querem empreender, que são quem realmente gera riqueza.”
O presidente do diretório gaúcho do partido, Carlos Alberto Molinari, informou que o Novo está viabilizando a candidatura de Bandeira ao Piratini, e que não pretende fazer coligações na disputa. “Não vamos nos coligar. Vamos aumentar nossa base de filiados no Estado, que hoje é de quase mil pessoas. Pretendemos obter mais 400 filiações até o final de 2017.”
Molinari também confirmou que o partido terá candidato à presidência da República, mas negou as especulações a respeito do nome do apresentador Luciano Huck. “O Huck não vai ser. Ele não é filiado e não tem nenhuma relação com o Novo. O candidato será alguém identificado. O Bernardinho é do Novo e tem participado bastante. Ele sim tem um perfil interessante.”
Sobre o fato de o Novo ser apontado como um partido de empresários, e com vinculação ao MBL, Molinari disse que a sigla evita rótulos. “No Brasil, as pessoas têm dificuldade em entender o que é esquerda, o que é direita e o que é ser liberal. Já sobre o MBL, o Novo não tem nada a ver com ele. O Novo é um partido e o MBL é um movimento de rua que foi importante para o processo de impeachment.”
Correio do Povo
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