Da Agência France Presse
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesse domingo (22) a substituição do presidente do Banco Central (BCV), figura criticada por sua falta de autonomia e que rege a política econômica de um país petroleiro mergulhado em uma das piores crises da história. A informação é da Agência France Presse (AFP).
"Diante da renúncia do companheiro Nelson Merentes, que entregou sua carta de demissão da presidência do Banco Central da Venezuela, decidi indicar" Ricardo Sanguino, anunciou Maduro em seu programa de domingo na TV estatal.
Merentes, um matemático de 62 anos, estava à frente do BCV desde 2009, exceto por um período de oito meses em 2013, quando foi ministro das Finanças do governo Maduro. Em janeiro de 2014, voltou a comandar o Banco Central.
"Quero agradecer por todo o esforço que Nelson Merentes sempre fez em distintas frentes de batalha, mas quero que iniciemos uma nova etapa do desenvolvimento do Banco Central da Venezuela", acrescentou Maduro.
Sanguino, 73 anos, deputado, foi por muitos anos presidente da Comissão de Finanças e de Orçamento da Assembleia Nacional, controlada há um ano pela oposição.
"Eu o conheço muito bem. É um dos homens mais estudiosos e conhecedores da vida financeira, econômica e monetária do país", garantiu Maduro sobre o novo presidente do BCV.
Para o deputado opositor José Guerra, ex-diretor do Banco Central, a missão do novo presidente do banco será "reduzir a inflação, divulgar cifras e organizar a instituição".
Segundo a imprensa, foi Maduro que pediu a demissão de Merentes.
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Uma nova etapa
O presidente observou que "a nova etapa" do BCV será "de luta contra as máfias internas e internacionais", que, segundo ele, atacam a moeda venezuelana para desestabilizar seu governo.
Entre suas últimas medidas, Merentes determinou, sob ordens de Maduro, a circulação de novas cédulas, que excedem em até 200 vezes a que tinha o maior valor.
Os bancos de Caracas entregaram este mês as novas notas, de 500, 5 mil e 20 mil bolívares, que deveriam ter começado a circular em dezembro, mas que, segundo Maduro sofreram atraso por "sabotagem" dos Estados Unidos.
Com as novas cédulas, o governa busca atenuar os efeitos da inflação e da desvalorização do bolívar frente ao dólar paralelo, negociado por cinco vezes mais do que a taxa oficial.
Analistas e o setor privado dizem que a situação piora devido ao controle cambial em vigor desde 2003 e ao enfraquecimento do setor produtivo por falta de matérias-primas.
Reconhecendo a situação "catastrófica", Maduro governou em 2016 sob um decreto de emergência econômica, renovado há uma semana, que lhe permite o manejo dos recursos do Estado e do endividamento.
Além disso, retirou as atribuições do Parlamento de aprovar as nomeações dos diretores do BCV e o Orçamento Nacional. Ao mesmo tempo, deu ao BCV o poder de conceder ou financiar créditos ao Estado e a entidades públicas ou privadas quando o presidente considerar que há situações de emergência.
"O problema não é de nome, o problema é o papel do Banco Central. Perdeu a razão de ser, já não define a política monetária, a política financeira, porque é uma entidade sem autonomia", disse à AFP o economista Asdrúbal Oliveros.
Como Maduro, Ricardo Sanguino afirma que a crise é causada por uma guerra econômica de empresários de direita, e assinala que o BCV deve estar a serviço do povo.
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O Corinthians avançou sem sustos para a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O clube venceu o Juventus por 3 a 0 na Arena Barueri.
A final está marcada para quarta-feira, às 10h (de Brasília), no Estádio do Pacaembu. O Corinthians vai enfrentar o Paulista, que venceu o Batatais por 5 a 1 ontem. Leia mais
Eliminado da Copinha pelo Paulista, o Batatais trouxe a público uma suspeita de "gato" no time do Paulista de Jundiaí. Além da idade adulterada, o caso pode ser ainda pior.
Brendon Matheus Araújo Lima dos Santos, nascido em 1997, consta nas súmulas do Paulista como zagueiro, mas está, na verdade, preso no Rio de Janeiro acusado de roubo e tráfico de drogas. Heltton Matheus Cardoso Rodrigues, que usou o documento de Brendon, nasceu em 1994 e não tem idade para disputar a Copinha. Leia mais
Projeto da ONU engaja mais de 100 músicos da Baixada e vai virar documentário
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
Belford Roxo (RJ) - Jovens da Baixada Fluminense que cantam rap sobre sustentabilidade, transparência e responsabilidade governamental participam de filme em parceria com o PNUD Fernando Frazão/Agência Brasil
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estabeleceu parceria com documentaristas da Itália e do Brasil para produzir filme sobre o poder da música em engajar pessoas na implementação da agenda de desenvolvimento sustentável.
O filme contará a história da primeira rede de músicos comprometidos com a sustentabilidade e com a divulgação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. O projeto-piloto está sendo implementado pelo PNUD na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, e vai disponibilizar um modelo para réplica nos escritórios do programa em 166 países em desenvolvimento
O Rio de Janeiro é o berço da Agenda 2030, o plano de ação global composto por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que foram ratificados por todos os 193 países-membros das Nações Unidas. Criados na Conferência Rio+20, realizada no Rio de Janeiro em 2012, a agenda da ONU e os ODS representam um plano de ação para direcionar padrões de desenvolvimento rumo à sustentabilidade.
A Agenda 2030 é um compromisso dos governos para abordar questões como exclusão e desigualdade que comprometem os avanços no desenvolvimento. Para a ONU, as metas só serão atingidas com a participação ativa dos cidadãos e das organizações da sociedade civil para pressionar seus governos locais e nacionais para se responsabilizarem e cumprirem as metas acordadas internacionalmente.
Projeto-piloto
O projeto-piloto das Nações Unidas com os músicos da Baixada está sendo implementado pelo Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável do PNUD (Centro RIO+) desde junho do ano passado e já engajou cerca de 100 músicos e bandas da Baixada. Algumas das ações incluem oficinas sobre a Agenda 2030 e os ODS na Baixada e produção de um CD promocional com músicas inéditas sobre sustentabilidade.
Os documentaristas, o italiano Christian Tragni e a brasileira Juliana Spinola, e a ONU estão produzindo neste mês o filme em Belford Roxo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e outras cidades na Baixada. Na quinta-feira (19), eles gravaram cenas de uma roda de rap na Casa da Cultura de Belford Roxo.
“A ideia é chegar à população, não através das instituições, que muitas vezes em lugares carentes têm dificuldade de se conectar com a população, mas chegar às pessoas para apresentar esses temas que saíram da Rio+20 através dos artistas e dos músicos que estão fisicamente perto da população”, disse Christian.
O rapper e MC (mestre de cerimônias) Roberto de Oliveira Silva, o Eddi MC, conta que, no ano passado, um grupo de músicos criou o coletivo “Baixada nunca se rende”, que, em parceria com o Centro RIO+, divulga os ODS por meio da música. “Na Baixada, a gente já trabalha com a música que busca a justiça social, o fim da pobreza, há bastante tempo. Esse encontro com a ONU, querendo falar dos ODS, muitos deles a gente já traz na nossa música. Com o rap, a gente fala com a juventude de uma forma mais direta”, disse Roberto.
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