As Intuições, por Plínio Pereira Carvalho

Certa vez durante uma das minhas aulas no Curso de Pedagogia, quando discorria sobre o método montessoriano para a educação, destaquei que a insigne cientista italiana Maria Montessori tentava ensinar as crianças, identificando nelas algumas capacitações fundamentais e padrões de comportamento considerados desejáveis, para em seguida procurar levar a criança a produzi-los.
Assim sendo uma aluna me questionou como ela poderia identificar tais características nas crianças?
Imediatamente respondi pela intuição, que segundo Montessori é uma capacidade latente na maioria das mulheres a ponto dela concluir que o magistério, nas séries iniciais deveria ser uma profissão exclusivamente desempenhada pelas mulheres.
Continuando ela me indagou: O que é intuição?
Creio que a intuição possa ser considerada como uma espécie de inteligência superior, fruto dos nossos conhecimentos acumulados, ainda que não tenhamos plena consciência e transcende os limites da razão, é uma espécie de inspiração que nos vêm à mente captada psiquicamente, muitas vezes sem que percebamos.
No livro "O Despertar da Intuição" do escritor norte americano James Van Praagh, ele explica que “intuição é uma sensação de saber, e isso vem de dentro. Essa sensação é espontânea, não é racional. Em outras palavras: intuição não é uma coisa que você possa fazer acontecer, ela simplesmente acontece” ele também escreve que “a intuição também deve estar integrada ao intelecto para podermos traduzir as informações enviadas por ela”. Deste modo podemos observar que muitas vezes médicos, professores e outros profissionais que passaram anos na faculdade sabem que combinar seu conhecimento com a intuição é a melhor forma de diagnosticar e solucionar problemas ou situações difíceis de serem identificados por meios convencionais.
Assim sendo acredito que para que a intuição funcione precisamos ter fé, desvinculada das emoções, mas mediada pela experiência e pela razão Não adianta você pedir para ser inspirado em algo, se no fundo não acredita que seja possível. É a mesma coisa de orar sem fé, ou seja, o pedido é em vão. É um processo de sintonia em que o instrumento é seu próprio sexto sentido – a intuição, que todos nós dispomos com maior ou menor intensidade!
Plínio Pereira Carvalho

 

Fonte: https://www.facebook.com/pliniopereiracarvalho/posts/10206973360207277

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