Collor nega que tenha sido beneficiado por ações da Polícia Legislativa

Brasília - A Polícia Federal prendeu agentes da polícia legislativa do Senado suspeitos de atrapalhar a Operação Lava Jato (José Cruz/ Agência Brasil)

A Polícia Federal prendeu agentes da polícia legislativa do Senado suspeitos de atrapalhar a Operação Lava Jato José Cruz/Agência Brasil

O senador Fernando Collor (PTC-AL) negou, em nota publicada em sua página no Facebook, que tenha sido beneficiado por qualquer ação da Polícia Legislativa do Senado. “O senador Fernando Collor não tem conhecimento acerca dos fatos narrados na manhã de hoje e nega que tenha se beneficiado de qualquer ação da Polícia Legislativa do Senado Federal que seja estranha às suas funções institucionais”.

Saiba Mais

Na manhã de hoje, a Polícia Federal prendeu quatro policiais legislativos, acusados de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. De acordo com o  Ministério Público Federal, há provas de que os policiais realizaram ações de contrainteligência em busca de escutas instaladas pela PF nos endereços de três senadores e de um ex-parlamentar.

Mais cedo, Collor disse que “a verdade vai prevalecer diante da acusação vil". "O senador Fernando Collor de Mello repudia as ilações e pretensões formuladas pela Procuradoria-Geral da República em denúncia e aditamento oferecidos ao Supremo Tribunal Federal no primeiro semestre deste ano e não ainda apreciados por aquela Corte”.

Em outro trecho da nota, Collor diz que todos os esclarecimentos relacionados às “acusações descabidas” foram encaminhados ao relator ministro Teori Zavascki, do STF, na defesa apresentada pelo senador. Na nota, Collor diz que seu patrimônio e sua movimentação financeira têm origem em tradicional grupo de comunicação de sua família, “responsável pela impressão do principal jornal de Alagoas e pela maior emissora de televisão da região”.

O senador acrescentou, ainda, que “por sua experiência e trajetória pessoal, sabe que a acusação vil e irresponsável não prospera diante da verdade, confiando mais uma vez que o exame sereno da Justiça remeterá a ficção do Ministério Público Federal ao mais recôndito escaninho da história”, diz o texto publicado no Facebook.
Operação Métis
Na manhã de hoje, a Polícia Federal esteve no Senado Federal, nas dependências da Polícia Legislativa, de onde retiraram 10 malas de documentos e equipamentos eletrônicos para busca de escutas. A PF cumpriu nove mandados judiciais na operação, denominada Métis, sendo cinco de busca e apreensão e quatro de prisão temporária.

Foram presos o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Carvalho, homem de confiança de Renan Calheiros. Os outros  presos são Everton Taborda, Geraldo Cesar de Deus e Antonio Tavares. Todos foram encaminhados para a superintendência da Polícia Federal em Brasília. Eles vão responder pelos crimes de associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos de prisão, além de multa.

 

Agência Brasil

 

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Moro aceita denúncia contra Delúbio Soares e mais cinco na Lava Jato

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O juiz federal Sérgio Moro aceitou hoje (21) denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e mais cinco investigados na Operação Lava Jato. Com a decisão, Delúbio e os demais acusados se tornam réus na investigação pelo crime de lavagem de dinheiro.

Delúbio Soares

O ex-tesoureiro do PT Delúbio SoaresArquivo/Agência Brasil 

De acordo com a acusação do MPF, o empresário José Carlos Bumlai, que reponde a outra ação penal sobre o mesmo caso, usou contratos firmados com a Petrobras para quitar um empréstimo com o Banco Schahin.

Segundo os procuradores, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada revelam que o empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da Construtora Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009. De acordo com as investigações, Delúbio participou de reuniões para acertar o empréstimo.

Celso Daniel

A partir das investigações, o MPF passou a suspeitar que R$ 6 milhões, metade do empréstimo, foram repassados a Ronan Maria Pinto pelo PT. O partido sofreria extorsão do empresário, que teria ameaçado denunciar o esquema de corrupção da prefeitura de Santo André (SP), então comandada por Celso Daniel, assinado em 2002.

Sobre essas acusações, Moro decidiu arquivar as imputações contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e os empresários José Carlos Bumlai, Milton Schahin e Salim Schahin por falta de provas. O juiz também entendeu que as acusações prescreveram porque o período prescricional caiu pela metade em função "da idade avançada" dos investigados.

Em março, em depoimento prestado à Polícia Federal (PF), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares disse que não deu aval e que desconhecia um empréstimo supostamente fraudulento.

Segundo Delúbio, em uma das reuniões, feita na sede nacional do PT em São Paulo, estava Sandro Tordin, um dos investigados ligados ao Banco Schain, mas nada foi falado sobre o empréstimo. Aos investigadores, Delúbio disse que soube do empréstimo recentemente pela imprensa.

 

Agência Brasil

 

Prisão de Cunha não deve interferir no andamento da PEC 241, diz Meirelles

 

Bruno Bocchini e Daniel Mello – Repórteres da Agência Brasil

Brasília - Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa de reunião no TST para esclarecer questões sobre o ajuste fiscal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Henrique MeirellesFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (21) que a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB), não deverá afetar a tramitação no Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos. Meirelles disse acreditar que o andamento da emenda não está sujeitO a questões momentâneas ou políticas.

“Eu não acredito que a PEC esteja sendo influenciada por fatores políticos ou outros fatores momentâneos. Eu acredito que a PEC está sendo aprovada, até o momento, já foi no primeiro turno na Câmara [dos Deputados], exatamente por uma consciência do Congresso [Nacional], que reflete uma consciência cada vez maior da população, de que a emenda constitucional de controle de gastos é necessário para o país”, disse, em entrevista coletiva após ministrar palestra a empresários na capital paulista.

O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso na última quarta-feira (19), em Brasília, no âmbito da Operação Lava Jato. A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.

Orçamento de 2017

O ministro da Fazenda informou ainda que o Orçamento de 2017 proposto pelo governo já está dentro dos critérios do limite de gastos previsto pela PEC. De acordo com ele, parlamentares poderão apresentar emendas no Orçamento, mas caso pretendam aumentar alguma despesa, terão também de fazer cortes.

“É essa, na minha opinião, uma das grandes vantagens da emenda constitucional que estabelece um limite ao crescimento ao gasto público no Brasil. Nós vamos ter, pela primeira vez, uma discussão orçamentária, onde nós vamos ter de discutir prioridades”, disse.

“Acho que o parlamento vai ser muito valorizado, porque vai passar não só a lutar para ter mais despesa, mas principalmente por decidir quais são as prioridades, e isso já está sendo claro no Orçamento de 2017”, acrescentou.

 

Agência Brasil

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