Mega-Sena 2978 acumula: prêmio principal sobe para R$ 160 milhões

 


Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2978 da Mega-Sena, realizado neste sábado (28 de fevereiro de 2026). Os números sorteados foram: 06 – 09 – 13 – 20 – 42 – 50.Com o acumulado, o prêmio estimado para o próximo sorteio, que será realizado na terça-feira (3 de março), subiu para R$ 160 milhões.Na faixa da quina (cinco acertos), 118 apostas foram premiadas e cada uma receberá R$ 33.510,78. Já na quadra (quatro acertos), 7.699 apostas levarão R$ 846,60 cada.As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h de terça-feira nas lotéricas credenciadas, pelo portal Loterias Caixa, pelo aplicativo Loterias Caixa ou via Internet Banking (para clientes Caixa). O valor mínimo da aposta simples (seis dezenas) continua em R$ 6,00.A probabilidade de ganhar o prêmio principal com uma aposta simples é de 1 em 50.063.860, conforme dados oficiais da Caixa Econômica Federal.

Estreito de Ormuz é fechado após ataques de EUA e Israel, diz imprensa iraniana; Guarda Revolucionária alerta que passagem “não é segura”

 A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou neste sábado (28 de fevereiro de 2026) o fechamento do Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo — após os ataques coordenados realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária enviou mensagens de rádio de alta frequência a várias embarcações alertando sobre o perigo na região devido à “agressão militar dos Estados Unidos e de Israel” e à resposta iraniana. “O estreito não é seguro neste momento”, diz o comunicado. A agência concluiu que, “com o fechamento da passagem de barcos e petroleiros, o estreito permanece de fato fechado”.A informação foi confirmada à AFP pelo tenente-coronel Sócrates Ravanos, da missão naval da União Europeia no Mar Vermelho (Operação Aspides), que relatou ter recebido as mesmas mensagens de rádio da Guarda Revolucionária, afirmando que “nenhum barco tem permissão para passar pelo Estreito de Ormuz”.O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é responsável por cerca de 20% a 30% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) comercializados no mundo. Qualquer interrupção prolongada na passagem pode provocar forte alta nos preços globais de energia e impactos na economia mundial.O fechamento ocorre horas após os ataques de EUA e Israel, que atingiram instalações nucleares, militares e residências de altas autoridades iranianas, incluindo o complexo do líder supremo Ali Khamenei (cujo paradeiro permanece incerto). O Irã respondeu com lançamento de mísseis balísticos contra território israelense.O Itamaraty brasileiro emitiu alerta recomendando que cidadãos evitem viagens à região, incluindo Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria, e orientou brasileiros no local a buscarem abrigo seguro em caso de novos ataques.

Poderio militar dos EUA no Oriente Médio: porta-aviões, caças furtivos e sistemas de defesa em alerta máximo

 


Os Estados Unidos concentram uma das maiores presenças militares de sua história recente no Oriente Médio, com navios de guerra, esquadrões de caças avançados, aeronaves de reabastecimento e sistemas de defesa aérea reforçados na região, após os ataques coordenados contra o Irã neste sábado (28 de fevereiro de 2026).De acordo com análise da AFP, o dispositivo militar americano estabelece as bases para uma campanha de longa duração contra as forças navais e de mísseis iranianas, conforme declarado pelo presidente Donald Trump.Navios de guerra
Washington mantém mais de uma dúzia de navios de guerra no Oriente Médio, incluindo dois porta-aviões simultaneamente — uma configuração rara:
  • USS Abraham Lincoln — opera no mar Arábico, com sua ala aérea composta por dezenas de caças.
  • USS Gerald R. Ford — o maior porta-aviões do mundo, posicionado no mar Mediterrâneo. O navio foi reabastecido com alimentos, combustível e munições na base de Souda Bay (Creta) no início da semana e deixou o porto na quinta-feira. Imagens de satélite o mostraram a oeste do porto israelense de Haifa na sexta-feira.
Além dos porta-aviões, a Marinha americana destaca nove destróieres e três navios de combate litorâneo ao longo do Golfo Pérsico e do mar Arábico. Cada porta-aviões carrega milhares de marinheiros e uma força aérea embarcada capaz de realizar centenas de missões diárias.Aeronaves de combate
Além dos aviões embarcados nos porta-aviões, os EUA posicionaram caças adicionais em bases terrestres na região. Entre as aeronaves confirmadas por fontes de inteligência, Flightradar24 e imprensa especializada estão:
  • Caças furtivos F-22 Raptor e F-35 Lightning II
  • Caças de superioridade aérea F-15 Eagle e F-16 Fighting Falcon
  • Aeronaves-tanque KC-135 Stratotanker (essenciais para missões de longo alcance e reabastecimento em voo)
Sistemas de defesa aérea
O reforço inclui sistemas terrestres de defesa antimísseis em várias bases americanas, além da capacidade de defesa aérea embarcada nos destróieres equipados com mísseis guiados (Aegis). Esses sistemas já demonstraram eficácia em junho de 2025, quando interceptaram mísseis iranianos lançados contra uma base no Catar após ataques anteriores a instalações nucleares iranianas.
Forças terrestres
Embora não haja expectativa de emprego ofensivo de tropas terrestres contra o Irã, dezenas de milhares de militares americanos permanecem em bases no Oriente Médio (incluindo Iraque, Síria, Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar). Essas instalações são consideradas vulneráveis a contra-ataques iranianos com mísseis balísticos ou drones.
O dispositivo militar atual reflete a doutrina de “pressão máxima” retomada por Trump desde o início de seu segundo mandato, com o envio adicional de porta-aviões e esquadrões de caças furtivos nas últimas semanas. A mobilização ocorre em um contexto de escalada sem precedentes, após o fracasso das negociações indiretas mediadas por Omã para limitar o programa nuclear iraniano.