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sexta-feira, 15 de março de 2024

Hamas registra 20 mortos em Gaza por “disparos” de Israel contra multidão

 Exército israelense negou ter efetuados os disparos


O Ministério da Saúde do Hamas anunciou, nesta sexta-feira (noite de quinta-feira no Brasil), que foram registrados 20 mortos e mais de 150 feridos por 'disparos israelenses' contra uma multidão que esperava ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

'As forças de ocupação israelenses tomaram como alvo uma reunião de cidadãos que aguardavam ajuda humanitária [em uma pequena praça na Cidade de Gaza]', declarou o ministério em um comunicado.

'O balanço de vítimas levadas ao hospital de Al Shifa foi revisto para cima, para 20 mortos e 155 feridos', acrescentou o ministério, que anteriormente havia reportado 14 mortos. 'Houve disparos diretos das forças de ocupação contra as pessoas que se reuniam na praça 'Koweit', esperando a chegada de caminhões com víveres', disse à AFP o doutor Mohammed Gurab, diretor dos serviços de emergência do hospital, o mais importante do norte de Gaza.

O Exército israelense negou ter disparado contra uma multidão que esperava ajuda humanitária no norte da Faixa de Gaza, como denunciado pelo movimento islamista Hamas.' As informações da imprensa de que as forças israelenses atacaram dezenas de residentes de Gaza em um ponto de distribuição de ajuda são incorretas', disse em um breve comunicado o Exército, que afirmou ter 'estudado o incidente minuciosamente'

No local, um colaborador da AFP viu muitos corpos e feridos a bala. A ONU teme a ocorrência de fome generalizada no território sob cerco israelense, especialmente no norte, de difícil acesso, onde atualmente vivem cerca de 300.000 pessoas. No fim de fevereiro, o Hamas denunciou que mais de cem palestinos perderam a vida por disparos israelenses durante uma distribuição de ajuda humanitária no norte do território.

A Faixa de Gaza, sitiada por Israel desde 9 de outubro, sofre com uma grave escassez de insumos e vários países recorreram a aviões para enviar ajuda humanitária. Mas 25 ONGs, incluindo a Anistia Internacional e a Oxfam, alertaram que essas operações humanitárias aéreas 'não são uma alternativa' às entregas por terra. O conflito teve início em 7 de outubro, com o ataque de comandos islamistas em solo israelense, no qual morreram cerca de 1.160 pessoas, sobretudo civis, segundo balanço da AFP com base em dados israelenses.

Os comandos islamistas também sequestraram, durante a incursão, cerca de 250 pessoas e 130 ainda estariam sob poder do Hamas em Gaza, das quais 32 teriam morrido. Em retaliação, Israel prometeu 'aniquilar' o Hamas e lançou uma campanha militar que deixou até o momento 31.341 mortos, a maioria civis, segundo o ministério da Saúde de Gaza.


AFP e Correio do Povo

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