sábado, 28 de maio de 2022

Governo afirma que estoque de diesel do país é de 38 dias

 Segundo o Ministério de Minas e Energia, a autonomia do combustível aumentou de 26,7%; antes era de 30 dias


O MME (Ministério de Minas e Energia) informou nesta sexta-feira (27) que o Brasil tem estoque de diesel equivalente a 38 dias de importação. “Se as importações desse combustível fossem cessadas hoje, os estoques, em conjunto com a produção nacional, seriam suficientes para suprir o país por 38 dias”, diz a nota da pasta.

O volume teve um aumento de 26,7% desde o último monitoramento do ministério, que antes trabalhava com 30 dias de autonomia. 

A nota foi divulgada após carta enviada pela diretoria da Petrobras no início da semana, reforçando o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

Segundo o ministério, o combustível  possui papel de destaque na matriz brasileira de transporte e nível de dependência externa da ordem de 30%.

"O MME, atento ao abastecimento nacional de combustíveis, quando do início do conflito que eclodiu no leste europeu, com reflexos na conjuntura energética global, adotou medidas imediatas para intensificar o monitoramento dos fluxos logísticos e da oferta de petróleo, gás natural e seus derivados, nos mercados doméstico e internacional", afirmou em nota.

Desde março, o ministério afirma que tem coordenado trabalho em conjunto com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), para acompanhar os principais indicadores do abastecimento nacional de combustíveis.

Além disso, foi criado o Comitê Setorial de Monitoramento do Suprimento Nacional de Combustíveis e Biocombustíveis, com o objetivo de adotar medidas e ações visando à garantia do seu abastecimento. 

De acordo com a pasta, além da ANP e EPE, participam as associações representativas e agentes do setor, incluindo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Associação das Distribuidoras de Combustíveis, Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, Acelen e Petrobras.

"Destaca-se que os fatos elencados pela Petrobras em sua carta, como a redução da oferta e dos estoques mundiais de óleo diesel, em função da conjuntura energética mundial, e o aumento da demanda pelo produto, no segundo semestre do ano, são fatos amplamente conhecidos e monitorados pelo Comitê", afirma o MME.

Demissão

Em ano eleitoral, a escalada da inflação, puxada principalmente pelos combustíveis, tem levado o governo federal a buscar solução para a política de preços.

A recusa em vender diesel com desconto aos consumidores, advertindo que isso causaria escassez do produto, levou à demissão de José Mauro Ferreira Coelho do comando da Petrobras, no começo da semana. Ele é o terceiro CEO da empresa demitido pelo presidente Jair Bolsonaro por causa dos preços dos combustíveis. Para o cargo, foi indicado Caio Mario Paes de Andrade.

O presidente já havia feito mudanças no Ministério de Minas e Energia, depois que a Petrobras autorizou o último aumento do diesel, em 10 de maio. No dia seguinte, Bento Albuquerque foi exonerado do cargo de ministro e substituído pelo economista Adolfo Sachsida.


R7 e Correio do Povo

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