quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Veto de Melo promove debate sobre passaporte vacinal na Câmara de Porto Alegre

 Discussão mostrou ainda possível racha entre aliados do prefeito no Legislativo



A Câmara de Porto Alegre tentou, nesta quarta-feira, apreciar o veto do prefeito Sebastião Melo (MDB) à emenda que exige a apresentação da carteira de vacinação completa para ingressar em estádios de futebol. Porém, o assunto não avançou, uma vez que, por falta de quórum, a votação foi suspensa e deve ser retomada na próxima segunda-feira. Mas, independente do que for votado pelos vereadores, a comprovação da vacinação para ingresso em estádios se manterá, em função de uma determinação do Estado. O passaporte vacinal passará a valer a partir da próxima segunda-feira e será exigido para o acesso a demais eventos e atividades.

Porém, a discussão evidenciou outra situação, o possível racha da base de Melo no Legislativo. "Como a gente oportuniza que os eventos possam acontecer? Que os shows possam acontecer? Através do controle de vacinação das pessoas", ponderou a vereadora Cláudia Araújo (PSD), autora da emenda vetada. A emenda pertence ao PLL 035/21, de autoria do vereador Mauro Pinheiro (PL), que foi aprovado em julho, que autorizou a presença de público em eventos esportivos durante o período em que vigorar o estado de calamidade pública decorrência da pandemia de Covid-19. Ambos da base, Cláudia e Pinheiro criticaram o veto. 

Na tribuna, a vereadora Laura Sito (PT), da oposição, questionou o veto do governo ao afirmar que tanto Melo, quanto o governador Eduardo Leite (PSDB), foram para a Espanha e, quando voltaram, um "propôs passaporte para tudo e o outro propôs passaporte para nada". 

Favorável à derrubada do veto e autor de um dos projetos que determina a criação do passaporte vacinal, o vereador Claudio Janta (Solidariedade) criticou a decisão da prefeitura. "O argumento não se sustenta, não vai gerar despesa nenhuma para o município. Eu tenho o direito de não me vacinar, agora eu não tenho o direito de ir em um lugar público e colocar meu direito individual acima da saúde dos outros", disse.

O veto foi considerado, por parte de alguns vereadores, uma “medida para agradar uma determinada base”. Uma das críticas veio da vereadora Comandante Nádia (Dem), para ela, a comprovação de vacinação não era questão de saúde, mas de "controle social”. “Pela liberdade das pessoas, não coloquemos cabrestos naqueles que menos têm”, finalizou. 

O vereador Felipe Camozzato (Novo) foi favorável ao veto, uma vez que, para ele, a decisão deveria ser feita em decreto estadual.

Correio do Povo


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