terça-feira, 24 de agosto de 2021

Ministério da Saúde diz que espera evidências científicas para aplicação da 3ª dose da vacina contra a covid no País

 


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (23), durante visita ao complexo Funfarme de São José do Rio Preto (SP), que a aplicação da terceira dose da vacina contra a covid depende de evidências científicas que comprovem sua necessidade.

Na sexta-feira (20), em Guarulhos (SP), o ministro chegou a afirmar que a aplicação deveria acontecer só após o avanço da imunização com a segunda dose no Brasil. Queiroga também já havia afirmado na última quarta (18) que a terceira dose será aplicada, inicialmente, em idosos e profissionais da saúde, mas não informou a data de início.

“É algo que os outros países já têm praticado. A OMS, hoje, editou uma posição no sentido de que não se avançasse na terceira dose enquanto a segunda dose não fosse aplicada na maior parte da população global. Eu já contratei um estudo, que está sendo realizado com a Universidade de Oxford, para que essa terceira dose seja orientada com rigor cientifico. Ou seja, baseada em evidências”, diz.

“A opinião do especialista é importante, mas quando essa opinião é reforçada com a evidência científica de qualidade, é a certeza de que iremos no caminho certo”, ressaltou.

A previsão do governo federal é de que a população adulta termine de ser vacina com a primeira dose em setembro. Em outubro, 75% deve estar vacinada com a segunda dose, segundo o ministro.

Diretores da Anvisa recomendaram, na semana passada, que o Plano Nacional de Imunização (PNI) adote a dose de reforço, “em caráter experimental”, para idosos acima de 80 anos e pessoas com a imunidade comprometida que tomaram a vacina Coronavac. A orientação, no entanto, não tem caráter obrigatório e aplicação imediata.

Sobre a variante delta, o ministro apenas afirmou que é necessário enfrentar. “A variante delta se tornou comunitária nos Estados Unidos e Reino Unido. Aqui no Brasil já temos alguns Estados. Temos que enfrentar como enfrentamos as outras”, disse.

Ainda durante a visita, Marcelo Queiroga ainda assinou um convênio no valor de R$ 10,6 milhões para compra de equipamentos de radioterapia para o Hospital de Base de Rio Preto.

Constatação

Uma terceira dose da vacina da Pfizer melhorou significativamente a proteção a infecções e a casos graves de covid-19 entre pessoas com 60 anos ou mais em Israel, em comparação com aqueles que receberam duas doses, mostraram resultados de estudo publicado pelo Ministério da Saúde do País.

Os dados foram apresentados em uma reunião de um painel ministerial de especialistas em vacinação na quinta-feira (19) e apareceram no site do ministério no domingo, embora os detalhes completos do estudo não tenham sido divulgados.

As descobertas foram parecidas com estatísticas relatadas na semana passada pelo grupo israelense de saúde Maccabi, uma das várias organizações administrando doses de reforço para tentar conter a variante Delta do coronavírus.

Detalhando estatísticas do Instituto Gertner de Israel eKI Institute, funcionários do ministério disseram que entre pessoas com 60 anos e mais a proteção contra a infecção fornecida a partir de dez dias após uma terceira dose foi quatro vezes maior do que após duas doses.

Uma terceira dose para maiores de 60 anos ofereceu cinco a seis vezes mais proteção após dez dias em relação a doenças graves e hospitalização.

O Sul

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