segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros recebe alta hospitalar após realização de angioplastia

 


O líder do governo na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), recebeu alta do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na noite deste domingo (22), após realizar um procedimento de angioplastia. A intervenção serve para desobstruir artérias e os stents são colocados para evitar novo estreitamento delas.

“Recebi alta hospitalar, procedimento de angioplastia feito com sucesso. Agradeço o apoio e as orações de todos. Seguiremos agenda normal, mas sem esforços físicos”, disse Barros em postagem nas redes sociais. Em vídeo, ele agradeceu os apoiadores pelas orações e disse que vai manter sua agenda em Brasília nesta semana.

“Meus amigos, muito obrigada pelas orações e pelo apoio. Foi muito tranquila a nossa angioplastia e estamos firmes. Agenda normal, com pouco esforço, vamos cuidar, mas vamos manter a nossa atividade com o encontro com os companheiros e com a nossa agenda em Brasília. Um grande abraço para vocês”, disse Barros, em vídeo.

Em boletim médico, o hospital disse que ele deu entrada no sábado (21) “com um diagnóstico de insuficiência coronária” e que “foi submetido à cineangiocoronariografia com colocação de stent com sucesso. A nota é assinada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Luiz Francisco Cardoso e Ângelo Fernandez.

CPI da Covid

Líder do governo entre os deputados federais, Barros é investigado pela CPI da Covid por supostas irregularidades na negociação para a compra da vacina Covaxin. Ele já prestou depoimento na comissão como convidado, mas os senadores devem voltar a ouvir o deputado como convocado.

O nome do líder do governo entrou na mira da investigação depois que o deputado Luis Miranda disse que Bolsonaro, em uma reunião no Palácio do Alvorada, em março, afirmou que “isso era coisa” de Ricardo Barros e que acionaria a Polícia Federal (PF), depois de ouvir relato de pressões indevidas na liberação da importação dos imunizantes.

A PF apura se o presidente cometeu crime de prevaricação por, supostamente, não ter pedido a apuração do caso.

Bolsonaro confirmou ter se reunido com os irmãos Miranda. O presidente já defendeu a credibilidade de Barros, mas nunca confirmou ou negou que tenha citado o nome do líder do governo no encontro com Luis Miranda.

Barros tem negado reiteradamente a participação em irregularidades envolvendo a compra de vacinas contra a covid-19.

Com mais de 20 anos de Câmara, Ricardo Barros já fez parte da base dos governos FHC, Lula e Dilma Rousseff e foi ministro da Saúde durante a gestão de Michel Temer.

O Sul

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