terça-feira, 18 de maio de 2021

Retirada de árvores para obras da orla do Guaíba gera crítica, em Porto Alegre

 Prefeitura garante que para compensar as remoções, serão plantadas 48 novas mudas, distribuídas na área


O corte de cinco árvores no Parque Marinha do Brasil chamou atenção de quem passava pelo local nesta segunda-feira e revoltou um usuário, que ficou insatisfeito com a retirada das espécies. O homem aparece em um vídeo publicado em uma rede social criticando a ação dos funcionários. A Prefeitura de Porto Alegre garante que os trabalhos para remoção das árvores - três maricás, um eucalipto e um pinus - foram autorizados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus).

De acordo com a pasta, as intervenções atendem às "necessidades de implantação do projeto" que conecta o trecho 3 da Orla ao eixo cívico do parque. Ao passar no parque no momento do corte das árvores, um usuário gravou um vídeo e publicou em uma rede social a ação dos funcionários do Consórcio ACA/RGS, que é responsável pelas obras daquele trecho.

Em nota, a Prefeitura garante que para compensar as remoções, serão plantadas 48 novas mudas, distribuídas na área do parque e da orla. A Smamus também informa que foi autorizado o transplante de uma corticeira, a 20 metros do local onde se encontrava, no próprio parque.

A Prefeitura destaca ainda que os serviços estão sendo executados pelo Consórcio ACA/RGS, vencedor da licitação para um trecho de 1,6 km de extensão da Orla, entre a foz do Arroio Dilúvio e o Parque Gigante. O valor total do investimento é de R$ 50,6 milhões. Os recursos para o investimento são de financiamento da Cooperação Andina de Fomento (CAF) e do Fundo da Iluminação Pública.

Coordenador do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá), o biólogo Paulo Brack afirma que o corte de árvores para colocação "de equipamentos não foi uma boa ideia" da Prefeitura. "Isso é um absurdo porque as praças e os parques já estão bastante ocupados. Não é justificável que se tenha que cortar árvores para botar equipamentos", critica.

Brack - que também é professor de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) - destaca que a Prefeitura precisa garantir maior transparência e informar quais locais vão sofrer intervenções. "É necessário disponibilizar informações para não sermos pegos de surpresa com motosserras no parque", observa. "Esse tipo de intervenção é bastante negativo", completa.


Correio do Povo


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