terça-feira, 19 de maio de 2020

Amapá é o primeiro estado a decretar lockdown total contra covid-19

O Amapá será o primeiro a implementar lockdown em todo o estado, com bloqueio começando a partir desta terça-feira. A Desperta destaca ainda os resultados do banco Inter, um encontro global da OMS sobre o novo coronavírus e um novo smartwatch da Xiaomi na briga com a Apple. Boa leitura.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS: assembleia virtual e pressão dos países-membros na China | Christopher Black/WHO/Handout via REUTERS

1 - LOCKDOWN NO AMAPÁ

O Amapá se torna nesta terça-feira, 19, o primeiro estado inteiro a ter lockdown, o bloqueio total, em vigor. A medida tem validade por dez dias. O estado tem quase 4.000 pessoas infectadas e mais de 100 mortes pela covid-19. Serão montadas barreiras sanitárias para checar se as pessoas estão em deslocamento essencial, principalmente em bairros da capital Macapá. O rodízio de veículos de placas pares e ímpares, similar ao que ficou em vigor por poucos dias em São Paulo, também será implementado. Também na região Norte, outras sete cidades do Pará entram em lockdown a partir desta terça-feira. Cidades como a capital Belém já estavam em lockdown na semana passada e tiveram o bloqueio prorrogado até 24 de maio. O Pará tem 14.000 casos e 1.200 mortes, com sistema de saúde no limite da capacidade. Pelo menos outros quatro estados têm cidades em lockdown neste momento: Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro e Pernambuco. Em São Paulo, estado com maior número de casos, o governador João Doria (PSDB) disse ontem que não aplicará lockdown no momento na capital paulista, cidade mais afetada. Um dos motivos seria a necessidade de aumentar o efetivo da Polícia Militar para fiscalizar o bloqueio. O governo também aposta no megaferiado aprovado para esta semana. O projeto segue para sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB).

2 - IMÓVEIS, A OBSESSÃO DE GUEDES

A facilitação da venda de imóveis da União, frequentemente citada pelo ministro da Economia Paulo Guedes como um caminho para reduzir a dívida pública, estará em pauta no Senado Federal nesta terça-feira, 19. O Plenário vai analisar a partir das 16 horas a Medida Provisória 915/2019, que altera o preço mínimo dos imóveis da União, abrindo espaço para mais descontos. A votação na Câmara dos Deputados foi concluída no último dia 8, e a MP perde a validade se não for votada pelo Senado até 1º de junho. A legislação em vigor autoriza um desconto de 10% para imóveis avaliados em até 5 milhões de reais, e só após a terceira tentativa de leilão. Já o texto da MP autoriza o governo a dar abatimento de 25%. Guedes vem dizendo desde a campanha que a União poderia arrecadar até 1 trilhão de reais com a venda desse patrimônio. Nas contas do governo, porém, apenas 36 bilhões de reais poderiam ser arrecadados com 3.700 terrenos e prédios. Tudo indica que este número ficou ainda menor diante da crise, mas Guedes insistiu novamente no potencial arrecadatório de 1 trilhão há duas semanas.

3 - BALANÇO DO BANCO INTER

Os investidores saberão nesta terça-feira, 19, após o fechamento de mercado, se o banco Inter seguiu os concorrentes e aumentou o colchão contra calotes diante do coronavírus e se a medida reduziu o lucro do primeiro trimestre. A expectativa dos analistas é que o lucro líquido do Inter alcance 17 milhões de reais, bem acima dos 12 milhões de reais obtidos no mesmo período do ano passado e abaixo dos 24,7 milhões de reais registrados no quarto trimestre de 2019. O aumento do provisionamento para devedores duvidosos também deve acompanhar o crescimento natural da carteira de crédito. Os programas lançados para mitigar os efeitos nefastos da crise para os clientes devem ainda ser citados na conferência com analistas amanhã, como antecipação de crédito e uma linha para pequenos e médios varejistas de shoppings. O número de clientes, já divulgado, também deve atrair a atenção: o banco atingiu 4,9 milhões de correntistas em março e, em 7 de abril, bateu 5 milhões. O volume transacionado em cartões aumentou 21,7 vezes, para 2,8 bilhões de reais.

4 - QUEDA DE BRAÇO NA OMS

O encontro anual dos 194 países que fazem parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) chega ao fim nesta terça-feira, 19, em meio a um debate sobre as lições que a pandemia do novo coronavírus irá deixar para a comunidade internacional. Na assembleia, que este ano é realizada por videoconferência, os países-membros da OMS estão interessados em investigar as ações tomadas para conter o novo coronavírus e apoiam, quase que de maneira unânime, a condução de uma investigação independente da resposta internacional. A proposta foi encabeçada pela União Europeia e teve apoio de 100 países (são necessários dois terços dos votos para que seja implementada). A UE usou um tom menos agressivo do que o dos EUA para com um dos países mais importantes no episódio: a China. Em tom diplomático e sem citar a China diretamente, o documento dos europeus terminou por receber o apoio indireto de Xi Jinping. Sem mencionar a resolução, o presidente da China disse durante a assembleia apoiar uma “revisão compreensiva” das ações contra a pandemia e prometeu doar 2 bilhões de dólares à Organização das Nações Unidas para o combate ao vírus.

5 - NA COLA DA APPLE

A disputa no mercado de mercado de smartwatches fica mais acirrada nesta semana. A fabricante chinesa Xiaomi, através de sua subsidiária Huami, lança nesta terça-feira, 19, um novo relógio inteligente. Batizado de Amazfit Ares, o novo aparelho deve ser um forte competidor do Apple Watch, da Apple. Um dos objetivos da Xiaomi é mirar o mercado de saúde em um mundo pós-pandemia. Segundo texto publicado na rede social chinesa Weibo, o novo smartwatch da Xiaomi poderá monitorar até 70 atividades físicas diferentes e será capaz de medir o consumo máximo de oxigênio gasto durante os exercícios. A Xiaomi tenta engrenar no mercado de relógios inteligentes. Dados da consultoria Allied Market Research mostram que mercado global de smartwatches foi avaliado em 20,6 bilhões de dólares em 2019. A previsão é de que esta cifra aumente para 96,3 bilhões até 2027. A Apple é a líder absoluta do setor, com 55% do mercado. A Samsung é a concorrente mais próxima, com menos de 14%.

O Brasil passou o Reino Unido em número de casos do novo coronavírus. O país tem agora 255.368 casos, o terceiro país com mais infectados, atrás de Estados Unidos e Rússia. Em mortes, é o sexto, com 16.792 vítimas. Foram 674 novas mortes registradas no boletim de segunda-feira.
O ministro do STF Celso de Mello disse que decidirá até o fim da semana sobre o sigilo do vídeo da reunião ministerial de abril. Segundo o ex-ministro Sergio Moro, a reunião mostraria interferência de Jair Bolsonaro na PF.
Uma vacina contra o coronavírus da empresa de biotecnologia americana Moderna mostrou resultados positivos em humanos. As ações da empresa subiram 20% na Nasdaq ontem. Veja como seu primeiro investidor, um professor de Harvard, ficou bilionário em 2020 com a alta dos papéis.
A Uber anunciou que vai demitir outros 3.000 funcionários e fechar 45 escritórios no mundo. As demissões na crise chegam a 25% do corpo de funcionários. A empresa não respondeu se os cortes afetarão o Brasil.
O responsável por lançar o Disney+, Kevin Mayer, deixará a diretoria de streaming da Disney para ser o novo presidente da rede social chinesa TikTok.
As matrículas nos cursos online da Udemy subiram 425% na quarentena. Veja os cursos mais procurados (pilates e ukulele mais que dobraram).

exame.talks

12h - Gleidys Salvanha, diretora de negócios para Varejo do Google Brasil, Renato Dolci, presidente da Decode, e Eduardo Carneiro, diretor da Comscore Brasil
A audiência digital e a busca por informação na pandemia
No horário acima, assista indo até a página inicial do site ou ao YouTube.

Bolsa

Na segunda-feira, 18
Ibovespa / +4,69%
S&P 500 / +3,15%
Dólar / 5,72 reais (-2,03%)
Na terça-feira, 19 (encerrado)
Xangai (China) / +0,81%
Hong Kong / +1,89%
Nikkei (Japão) / +1,49%
Abertas (às 7 horas)
FTSE 100 (Reino Unido) / -0,39%
DAX (Alemanha) / -0,49%
Petróleo (às 7 horas)
WTI / 35,25 dólares (+1,35%)
Brent / 34,77 dólares (-0,11%)

Festas de casamentos, shows, jogos de futebol, visitas aos parentes. Para lembrar um tempo não muito distante em que esses eventos eram completamente corriqueiros, usuários nas redes sociais vêm postando fotos pré-pandemia em seus celulares. A BBC também convocou seus seguidores a postar a "última foto normal" de suas câmeras com a hashtag #lastnormalphoto. De ida a escola a festa de aniversário, veja aqui algumas imagens e as histórias por trás delas. Qual foi sua última imagem "normal"?

Casamento, em uma das imagens de seguidores enviadas à BBC: "ultima foto normal" | Tom Archer/BBC/Reprodução

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