O país divulga hoje dados de emprego em setembro, e a expectativa é de criação de 125.000 novas vagas
Por Redação Exame

Donald-Trump (Kevin Lamarque/Reuters)
Quando os Estados Unidos divulgarem os dados de desemprego na manhã desta sexta-feira analistas estarão de olho nos desdobramentos de curto e de médio prazo. O país divulga os dados de emprego em setembro, e a expectativa é de criação de 125.000 novas vagas, numa manutenção da taxa de desemprego na mínima histórica de 3,7%. Os dados sobre a renda média dos trabalhadores também devem ser olhados com lupa: ela avançou 2,9% em agosto.
Quaisquer resultados abaixo do previsto devem reforçar a impressão de que a economia americana está desacelerando, talvez a ponto de entrar em recessão já em 2020. O maior motivo é a escalada na guerra comercial com a China, que levou a Organização Mundial do Comércio a rever a previsão de crescimento nas trocas em 2019 de 2,5% para 0,9%.
As consequências de curto prazo dos dados de emprego dizem respeito ao potencial do dado de afetar a cotação das bolsas e do câmbio mundo afora. Uma leva de dados ruins na indústria e nos serviços americanos divulgados mais cedo esta semana levou a quedas relevantes nas bolsas globais — o Ibovespa chegou a cair 2,9% na quarta-feira — com o receio de uma recessão a caminho na maior economia do planeta.
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As consequências de médio e longo prazo se relacionam às eleições americanas de 2020. Uma economia forte é o principal trunfo do presidente Donald Trump não só para se reeleger como para barrar o processo de impeachment do qual é alvo — e do qual não parece fazer muita questão de se livrar.
Depois de ser acusado de conluio com a Ucrânia para investigar adversários políticos, Trump falou abertamente ontem de que também os chineses deveriam investigar Joe Biden, um dos democratas favoritos na disputa pela Casa Branca. “Certamente é algo em que podemos começar a pensar”, respondeu Trump, ao ser questionado sobre se pedirá a Xi Jinping que investigue o adversário democrata.
Enquanto Trump joga lenha na fogueira, seus assessores estudam uma tática para deixar o processo de impeachment mais lento. Segundo a agência Reuters, a Casa Branca planeja argumentar que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, deve ter assegurada a maioria dos votos entre os deputados para aprovar o pedido. Uma carta com este argumento, exigindo uma votação prévia entre os deputados, pode ser enviada ainda nesta sexta-feira.
Dados ruins de emprego e uma consequente queda nas bolsas podem pressionar ainda mais Trump e sua equipe.
Exame
Palocci
delata Gleisi
Antonio Palocci delatou Gleisi Hoffmann.
Diz a Crusoé:
“O ex-ministro detalha uma doação oficial de 1 milhão de reais da Camargo Corrêa à campanha da ex-ministra ao Senado em 2010. Fala ainda de um repasse de 800 mil reais da OAS e de 2 milhões de reais entregues via caixa 2 da Odebrecht.”
Leia a reportagem completa aqui.
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