Em entrevista à Rádio Gaúcha, Rui Vicente Oppermann detalhou o agravamento das finanças com a queda no repasse da União
Por: Francine Silva
O corte no repasse do Ministério da Educação (MEC) às universidades federais está deixando no vermelho as finanças das instituições bancadas pela União no Rio Grande do Sul. Em 2016, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) amargou um déficit de R$ 5 milhões. Caso o Palácio do Planalto não libere o valor previsto para a universidade, a UFRGS não terá como pagar os funcionários terceirizados a partir de outubro.
A informação é do reitor Rui Vicente Oppermann, que conversou com a reportagem da Rádio Gaúcha nesta terça-feira (1º). Sem esconder a preocupação com as contas dos próximos meses, o reitor ainda acredita na sensibilidade do MEC.
— O governo está dizendo que vai se esforçar para que haja liberação acima de 90% no custeio e de pelo menos 60% no capital. O problema é que, neste momento, com o que está liberado, não temos recursos para ir além de setembro — disse.
De acordo com Oppermann, a instituição trabalha com um orçamento R$ 15 milhões a menos do que o executado em 2016. Neste ano, o governo estimou R$ 178 milhões para a UFRGS, sendo R$ 165 milhões para custeio e apenas R$ 13 milhões previstos para despesas de capital.
— Esse é o orçamento previsto. E aí que vem o grande problema criado nacionalmente, e que não ocorre somente com a UFRGS, é que a liberação do orçamento não está se dando em cima desses valores. Além desse corte de 2016 para 2017, tivemos um contingenciamento de 10% nas despesas de custeio e de 30% nas de capital — observa.
Mesmo com as dificuldades, o reitor da UFRGS garante que não está trabalhando com atrasos ou parcelamento de salários de professores e servidores do quadro.
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—A nossa grande preocupação é com os terceirizados. Até este momento, honramos o pagamento dos terceirizados. Inclusive fizemos rolagem de dívidas com a CEEE, que está entendendo a nossa situação. O problema é que, a partir de outubro, caso não sejam liberadas verbas de custeio e capital, não teremos recursos para despesas compulsórias, como energia elétrica e terceirizados — lamenta.
Em nota, o Ministério da Educação afirma que, para 2017, o limite de empenho previsto inicialmente para as universidades é de 85% do valor previsto para despesas de custeio e de 60% para despesas de capital. No entanto, o MEC está trabalhando para aumentar esse limite.
Zero Hora
Temer comemora saques do FGTS e diz que preocupação é recuperar empregos
Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
O presidente Michel Temer disse, em vídeo divulgado hoje (1º), que a sua principal preocupação é reduzir o desemprego no país, recuperando “os empregos perdidos”. O vídeo foi divulgado na sua conta de Twitter no final da tarde. “Tenho como preocupação central o resgate dos empregos perdidos e vou lutar por esses empregos até o último dia do meu governo”, disse.
O vídeo foi feito um dia após o término do prazo para o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O presidente comemorou os resultados da iniciativa do governo de liberar o dinheiro para o trabalhador.
“Foi um sucesso. Aproximadamente R$ 43 bilhões repassados aos contribuintes, mais de 25 milhões de brasileiros beneficiados. Uma ação criativa e que deu um extraordinário resultado", disse. "Entrava governo, saía governo e ninguém nunca pensou nisso. Nunca ninguém fez nada. Ficava aquele dinheirão parado, um dinheiro que era do trabalhador brasileiro”, completou.
O presidente ressaltou ainda que “não fez mais que sua obrigação” ao liberar o dinheiro das contas inativas. “Pensei na necessidade que cada um desses 25 milhões de trabalhadores e trabalhadores tinha em saldar suas dívidas, comprar algum bem, visitar um familiar ou poupar onde e como quisesse. Não fiz mais do que a minha obrigação. E é isso que me motiva a pensar em novas medidas para facilitar a sua vida, como essa por exemplo”.
O prazo para saque das contas inativas terminou ontem (31). A partir de hoje (1º), será precisocomprovar, nas agências da Caixa Econômica Federal, doença impeditiva à locomoção ou reclusão em regime fechado que impediu o saque no prazo.
Zero Hora
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