Atos homenageiam PMs mortos em serviço

Tributos tiveram a presença de diversos brigadianos,em Porto Alegre

PM morto em 1990 tem placa em homenagem na Esquina Democrática | Foto: Guilherme Testa

PM morto em 1990 tem placa em homenagem na Esquina Democrática | Foto: Guilherme Testa

Duas homenagens aos policiais militares mortos em serviço foram realizadas na manhã desta terça-feira em Porto Alegre. No Largo PM Valdeci de Abreu Lopes, no cruzamento das avenidas Silva Só e Ipiranga, a Brigada Militar promoveu ato pelo “Dia do Policial Militar Tombado no Cumprimento do Dever”, por volta das 10h. Houve execução do toque do silêncio, sendo prestada continência. A cerimônia foi presidida pelo comandante-geral da BM, coronel Andreis Silvio Dal’Lago.

Já na Esquina Democrática, na Andradas com Borges de Medeiros, em torno do meio-dia, a homenagem foi específica ao policial militar Valdeci de Abreu Lopes, 27 anos, degolado no local por trabalhadores rurais sem-terra após conflito entre manifestantes e tropa de choque ocorrido na Praça da Matriz, no final da manhã de 8 de agosto de 1990. Os autores do crime nunca foram identificados apesar do indiciamento, como co-autores, de seis sem-terras.

Oficiais e praças aposentados compareceram também ao ato diante da placa reverenciado o brigadiano morto, na Esquina Democrática. “A ideia é que os brigadianos, principalmente os mais antigos, mantenham vivo aquele triste fato. Esse é o sentido”, explicou o coronel da reserva Paulo Roberto Mendes.



Ambas as homenagens tiveram a presença do subcomandante-geral da BM, coronel Mário Ikeda, que destacou a importância de lembrar a memória dos policiais militares mortos em serviço. “Eu acredito que a valorização do policial militar já está acontecendo aos poucos na sociedade”, observou. O oficial citou, como exemplo, que a população cada vez mais tem se aproximado dos brigadianos nas ruas para agradecer e cumprimentar pelo trabalho em prol da segurança pública. “Nossos policiais arriscam diariamente suas vidas para defender efetivamente a sociedade”, lembrou.


Correio do Povo

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