Ata trouxe detalhes das ponderações do Copom para a Selic.
Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br
Foto: Porthus Junior /Agencia RBS
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A ata do Copom divulgada nesta terça-feira reforça que o Banco Central está ponderando o impacto das incertezas políticas e do andamento das reformas. E que isso pode reduzir a flexibilização monetária, ou seja, cortes menores nos juros.
"dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas. Essas estimativas naturalmente envolvem incerteza e poderão ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo." - diz o documento divulgado pelo Banco Central.
Mas a XP Investimentos acredita que o movimento ainda tem espaço para ser revertido. A corretora identifica que, dependendo dos acontecimentos, isso pode ser reavaliado.
Já a Quantitas, a partir do documento, reforça aposta em corte de 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, que está marcada para 26 de julho. "Assim como já tinham feito no comunicado da decisão, na quinta-feira passada, o Banco Central enfatizou muito as incertezas derivadas do imbróglio político em que se encontra o país. (...) Hoje, acreditamos que há 75% de chances de uma diminuição de 0,75 p.p. na reunião de julho, com 10% de chance de a autoridade monetária manter o ritmo de corte de 1,00 p.p."
Para a inflação, estimativas mantidas para IPCA em torno de 4% em 2017. Ou seja, inflação controlada, o que dá espaço para os cortes da Selic.
Na semana passada, o Copom cortou a Selic em 1 ponto percentual. Passou para 10,25% ao ano.
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