Sophia Camargo
Colaboração para o UOL
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Você não tem dinheiro para comprar nada, vive no cheque especial, sua vida financeira está uma bagunça? É daquele que faz promessa no Ano Novo de arrumar suas finanças e começar a guardar um dinheirinho, mas entra ano e sai ano e nada?
Por que isso acontece? Para o educador financeiro André Bona, do Blog de Valor, as pessoas cometem erros básicos ao lidar com o dinheiro. "Juntar dinheiro sem objetivo, deixar para aplicar só o que sobra e não poupar todo mês são alguns desses erros", diz.
Veja os dez erros mais comuns e as dicas do educador para corrigir a rota, fazer sobrar dinheiro e melhorar sua vida:
Erro 1 – Você não tem objetivos
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Se a pessoa não tem uma meta, um objetivo para usar o dinheiro, é provável que gaste aleatoriamente todo o dinheiro que ganha. "Quem não tem uma meta não se sente estimulado a guardar dinheiro. Para que ela vai renunciar a um prazer imediato, se não tem nenhum objetivo no futuro?", diz.
Como corrigir: Defina motivos para poupar: pode ser para comprar um carro, uma casa, para planejar a aposentadoria, para fazer a viagem dos sonhos, estudar fora. "Até mesmo aqueles que guardam só porque têm medo de passar uma necessidade no futuro têm um objetivo: fazer uma reserva de emergência."
Erro 2 – Você não sabe a quantas andam suas finanças
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A maior parte das pessoas não faz um orçamento doméstico e não sabe por que o dinheiro acaba antes do final do mês. "As pessoas costumam ser otimistas demais com relação ao próprio dinheiro e saem gastando, sem se basear na realidade", diz. Sem orçamento doméstico não é possível planejar corte de gastos inúteis e como poupar.
Como corrigir: Faça um levantamento de todos os gastos e ganhos durante um mês. Coloque numa planilha. Corte despesas supérfluas e decida onde investir. Faça isso todo mês.
Erro 3 – Cortar o gasto errado
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A pessoa faz o orçamento doméstico e descobre que precisa economizar, mas decide cortar gastos pequenos dentro do orçamento, como a assinatura de filmes ou o cinema em um fim de semana. "Isso compromete sua qualidade de vida e não vai fazer uma grande diferença no orçamento", diz Bona.
Como corrigir: Comece cortando as maiores despesas. Um exemplo: no grupo alimentação, que representa uma grande fatia dentro dos orçamentos, uma economia de 10% no supermercado todo mês terá um grande impacto.
Erro 4 – Guardar só o que sobra no mês
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Isso se sobrar, não é mesmo? A tendência de quem não poupa é consumir tudo até o limite e repetir o ciclo no próximo mês. Quem vive dessa maneira tem de recorrer a empréstimos, se perder o emprego ou uma fonte de renda.
Como corrigir: Programe-se para poupar todo mês pelo menos 10% da sua renda e adapte sua vida para viver com o restante. Assim que receber o salário, já separe a fatia destinada à poupança e invista. A dica de Bona é fazer a conta mais simples possível. "Se ganha R$ 2.000, poupe R$ 200, não complique", diz.
Erro 5 – Não ter uma reserva para imprevistos
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Você está com o orçamento em dia e fazendo uma poupança, mas, de repente, fica desempregado. Se não tiver uma reserva de emergência, rapidamente irá gastar tudo o que foi poupado.
Como corrigir: Poupe o equivalente ao valor de 6 meses a um ano do total de suas despesas. Guarde em uma aplicação muito fácil de sacar, como a poupança, um CDB com liquidez diária, um fundo ou o Tesouro Selic. Se precisar retirar algum dinheiro dessa reserva por causa de uma doença, um acidente ou desemprego, assim que possível reponha a reserva até que atinja o limite estabelecido. Só, então, comece novamente a poupar para os outros objetivos.
Erro 6 – Não reajustar a meta de poupança
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Você consegue poupar todo mês e se sente orgulhoso por isso, com razão. Mas será que está poupando o mesmo valor há anos, sem reajuste? O correto, segundo Bona, é ajustar o valor da poupança conforme os rendimentos. E não se esqueça de corrigir também pela inflação.
Como corrigir: Assim que receber um aumento, ajuste também a poupança para aquele valor. E não se esqueça de ajustar também a reserva de emergência, que deve ser proporcional à renda.
Erro 7 - Tomar decisões de investimento erradas
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Guardar o dinheiro numa aplicação errada pode significar perder dinheiro. Por exemplo: aplicar o dinheiro da reserva de emergência em ações ou em aplicações que têm prazo para resgate. Se precisar resgatar o dinheiro com rapidez, que é o objetivo da reserva, pode ter de fazê-lo num momento em que a Bolsa está em queda ou nem mesmo conseguir resgatar, se a aplicação tiver prazo de resgate.
Como corrigir: Avalie qual é o objetivo daquele dinheiro: se é para aposentadoria, para sacar a qualquer hora na reserva de emergência, comprar o carro novo daqui a um ano etc. Escolha investimentos que tenham prazos adequados e risco compatível. Um exemplo: títulos do tesouro IPCA+, à venda pelo Tesouro Direto, têm vencimento para 2050, podem ser usados para aposentadoria.
Erro 8 – Comprar por impulso
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Os apelos para compras estão em todo lugar e, se você comprar sempre que achar que "merece", colocará em risco o orçamento.
Como corrigir: Segundo Bona, adiar a compra é uma maneira bem eficaz. Priorizar as suas decisões de investimento também. "Por que vou gastar dinheiro com isso, se estou guardando dinheiro para a viagem? Pergunte-se", diz ele.
Erro 9 – Esquecer das despesas que acontecem uma vez por ano
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Todo ano tem Natal e Dia das Mães e dos Pais, aniversário da mulher, do marido, dos filhos. Também todo ano o IPTU e o IPVA são cobrados em janeiro. Em janeiro também é preciso comprar o material das crianças e renovar o uniforme. E o seguro do carro? Todo ano é cobrado. Mas essas despesas são esquecidas no orçamento e acabam "quebrando" o planejamento.
Como corrigir: Ajuste o orçamento para esses gastos que não são "imprevistos". Uma dica é dividir o valor por 12 meses e poupar o valor necessário para quitar à vista.
Erro 10 - Lidar mal com as dívidas
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Se a pessoa está inadimplente e gastando muito dinheiro pagando juros altos no cheque especial ou cartão de crédito, a prioridade deve ser quitar essas dívidas e não deixar como está, se endividando ainda mais em linhas de crédito caríssimas. "Em um país com juros altos como o Brasil, quitar as dívidas é prioridade no orçamento", diz.
Como corrigir: Tentar trocar as dívidas mais caras por outras mais baratas, como empréstimo consignado ou pessoal. Se as dívidas estiverem numa proporção grande demais do orçamento, a pessoa deve considerar se desfazer de algum patrimônio para quitar. "Ao quitar a dívida, é como se a pessoa tivesse um aumento de salário. Se ela gastava R$ 1.000 todo mês com a dívida, ao quitá-la, é esse dinheiro que sobra no orçamento", diz.
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