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terça-feira, 2 de abril de 2024

EUA diz que Israel aceitou “levar em conta” suas preocupações sobre Rafah

 Tensão entre Washington e Israel aumentou devido ao número elevado de civis mortos na guerra


Israel levará em conta as preocupações dos Estados Unidos com sua ofensiva na cidade palestina de Rafah, onde mais de 1 milhão de civis se refugiam dos combates em Gaza, informou nesta segunda-feira a Casa Branca.

A tensão entre Washington e Israel aumentou devido ao número elevado de civis mortos na guerra e aos planos israelenses de enviar forças terrestres à cidade situada no extremo sul da Faixa. Ambas as partes assumiram 'um compromisso construtivo sobre Rafah' durante uma videoconferência, à qual assistiram o secretário de Estado, Antony Blinken, e o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, informou a Casa Branca em comunicado.

'A parte americana expressou suas preocupações com várias linhas de atuação em Rafah. A parte israelense aceitou levar em conta essas preocupações e manter conversas de acompanhamento', acrescenta o texto. Do lado israelense, participaram o assessor de Segurança Nacional Tzachi Hanegbi e o ministro de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, segundo a Casa Branca. As conversas de acompanhamento vão incluir reuniões presenciais a partir da próxima semana, acrescenta o comunicado.

A guerra mais violenta já vivida em Gaza explodiu com o ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro, que provocou cerca de 1.160 mortes em Israel, a maioria civis, segundo um balanço da AFP com base em informações oficiais israelenses. A campanha de represália de Israel, destinada a destruir o grupo islamista palestino Hamas, matou pelo menos 32.845 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Muitos civis fugiram para Rafah para escapar dos combates. Israel havia acordado enviar uma delegação a Washington para discutir seus planos para aquela cidade, mas cancelou a viagem depois que, na semana passada, os Estados Unidos se abstiveram de vetar um pedido de cessar-fogo do Conselho de Segurança da ONU, o que permitiu a aprovação do mesmo.

Segundo a vice-secretária de imprensa do Pentágono, Sabrina Singh, o objetivo da reunião desta segunda-feira era o mesmo da visita cancelada. O objetivo era 'compreender quais são seus planos para qualquer tipo de operação dentro de Rafah, entender como vão se mover ou realizar operações com uma população bastante concentrada ali, mais de 1 milhão de pessoas'.

Horas antes, a Casa Branca indicou que estava preocupada com as medidas israelenses para proibir a transmissão do canal de notícias catari Al-Jazeera no país, que o premiê Benjamin Netanyahu prometeu aplicar 'imediatamente'.


AFP e Correio do Povo

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