quinta-feira, 7 de julho de 2022

5G vai encarecer a conta? Veja como negociar tarifas com as operadoras

 


A partir desta quarta-feira (6), os brasileiros da capital federal vão poder ter acesso à tecnologia da quinta geração de internet móvel, o 5G. O funcionamento foi aprovado na segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o sinal já está disponível em Brasília, mas deve chegar a Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo em breve.

No início de junho, a agência reguladora definiu que até 29 de setembro deste ano todas as capitais do País deverão contar com a tecnologia.

O 5G oferece uma velocidade média de navegação de 1 gigabit (Gbps), dez vezes superior ao sinal 4G. Para ter acesso à tecnologia pelo celular, o consumidor precisa ter um chip e um modelo de aparelho que aceite a conexão, além de verificar se a operadora oferece o serviço para a sua área de cobertura. É possível consultar a lista de celulares em que o sinal 5G já está homologado pelo site da Anatel.

Neste primeiro momento, a expectativa da Anatel é que o sinal 5G não acarrete um reajuste nos preços dos planos de telefonia. Por ora, apenas a operadora TIM iniciou a oferta do sinal 5G puro para os clientes de Brasília, então é cedo para dizer se a conta vai aumentar ou não.

No entanto, por ser uma internet mais rápida, o consumidor pode acabar consumindo mais e aumentando sua tarifa no fim do mês a depender do plano contratado.

“Com uma velocidade de internet mais rápida, a tendência é que o usuário consuma uma quantidade maior de dados e isso automaticamente faria com ele precisasse optar por planos mais caros, que são os que oferecem as franquias mais altas. Se as operadoras optarem por trazer ofertas exclusivas de planos 5G, provavelmente estes serão vinculados a franquias de internet maiores, e isso poderá passar a impressão de que são mais caros”, explica Gabriela de Godoy, diretora de marketing do Melhor Escolha, um comparador de planos de telecomunicações.

Como negociar

Com a chegada do 5G, muita gente deve aproveitar o momento para mudar seus planos de internet móvel ou telefonia por uma versão que ofereça a versão mais atualizada da tecnologia. Quem optar por fazer a troca pelo sinal 5G precisa, antes de contratar o plano, checar se o sinal já está sendo oferecido na sua cidade de forma “pura”, como classificou a Anatel.

Além disso, é preciso que o consumidor tenha um aparelho habilitado para funcionamento com as novas frequências. “Nem todo smartphone faz bom uso do 5G. Então, de nada adianta mudar de plano se o aparelho não for habilitado para a tecnologia”, destaca Fabio Louzada, economista, analista CNPI e fundador e CEO da escola Eu me banco, que capacita e forma profissionais para atuação na área de investimentos.

O lançamento do 5G deve aquecer a concorrência e pode acabar sendo uma oportunidade para negociar os preços com as operadoras. Para isso, o primeiro passo é avaliar qual a necessidade e consumo de internet ou telefone de acordo com a rotina e perfil de cada consumidor. Alguns fatores entram nessa conta: o preço que quer ou pode pagar, se deseja acesso ilimitado a aplicativos e o quanto precisa de franquia de internet. “O consumidor pode analisar o consumo de internet no próprio smartphone. Também vale saber se o plano contratado será individual ou se irá contratar para mais pessoas da família, por exemplo. Nesse caso, pode haver descontos”, diz Louzada.

Não é raro que os melhores pacotes não sejam oferecidos logo de cara e, por isso, é preciso estudar bem as opções. O Melhor Escolha é um exemplo de plataforma gratuita onde o consumidor pode comparar diferentes planos de diferentes operadoras de internet, celular e TV por assinatura, para ajudar a escolher o melhor custo benefício.

“Nossa dica é ficar sempre atento à franquia de dados do plano. As operadoras costumam divulgar seus planos somando a franquia com a quantidade de bônus oferecida. Porém, os bônus têm prazo para acabar e podem estar vinculados a certas condições, como portabilidade, forma de pagamento, uso de determinados aplicativos, etc”, diz Gabriela de Godoy. Por isso é importante fazer uma pesquisa entre as várias opções disponíveis no mercado.

Feita essa comparação, é hora de “pechinchar”. A dica é ligar para a operadora contratada e tentar negociar uma redução no preço pago mensalmente. Isso costuma funcionar, pois muitas empresas preferem manter o cliente com um desconto do que perdê-lo para o concorrente, explica Fabio Louzada.

“Para quem quer economizar ou diminuir os custos com telefonia, os planos pré-pago e controle são interessantes. Enquanto no pós-pago o cliente não sabe o valor que virá na conta ao fim do mês, no plano pré-pago ele usará apenas os créditos do pacote que comprou. Mas se o consumidor perceber que está fazendo contratações extras ao plano, essa opção pode sair ainda mais cara do que o previsto e causar prejuízos”, alerta o economista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Sul

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