quinta-feira, 7 de julho de 2022

Pesquisa revela quem os brasileiros culpam pela alta dos combustíveis

 


O aumento dos combustíveis é objeto de uma disputa política travada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) contra impostos estaduais, como o ICMS, a política de preços da Petrobras, governos anteriores e até mesmo a guerra na Ucrânia. Mas a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (6) revela que 25% dos eleitores consideram Bolsonaro o culpado pela disparada dos preços nos postos de todo o País.

Ainda assim, o presidente, que tenta reeleição neste ano, obteve um resultado melhor neste mês do que no mês passado. Em junho, em pesquisa realizada entre os dias 2 e 5, o percentual era de 28%. Pode ser um número pequeno considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Mas o aumento no número de entrevistados que atribuem a culpa da disparada dos combustíveis à Petrobras mostra que Bolsonaro conseguiu convencer alguns com seu discurso.

Ao todo, 20% dos brasileiros pensam que a Petrobras é a responsável pela alta dos preços, ante 16% no mês anterior. A política de preços da estatal, chamada de PPI (Preço de Paridade de Importação), e a sua margem de lucro entraram na mira do presidente nos últimos meses. Recentemente, ele trocou o comando do Ministério de Minas e Energia e da própria petroleira e ameaçou instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a empresa, após mais um reajuste nos preços dos combustíveis.

Por outro lado, apesar dos ataques de Jair Bolsonaro a governadores e aos impostos estaduais, sobretudo ao ICMS, apenas 13% dos eleitores os consideram culpados. A diferença foi de um ponto a menos em relação a junho. No mês passado, o presidente sancionou um projeto que fixa a cobrança de ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações em até 17%.

A guerra entre Rússia e Ucrânia é culpada para 10% dos entrevistados. Já a alta do dólar, para 8%, e os donos de postos de combustíveis, para 2%.

Questionados, 52% dos eleitores disseram acreditar que Bolsonaro não está fazendo o que pode para impedir o aumento nos preços dos combustíveis, enquanto 42% pensam o contrário. Outros 6% não sabem ou não responderam.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 29 de junho e 2 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo em um nível de confiança de 95%. Ela está registrada com o número BR-01763/2022 na Justiça Eleitoral.

O Sul

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