sexta-feira, 24 de junho de 2022

Procurador que espancou a sua chefe durante o expediente é preso em São Paulo

 


O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (23), em São Paulo. A Justiça havia decretado, no dia anterior, a prisão preventiva do homem por ter espancado a sua chefe, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39, durante expediente na prefeitura de Registro (SP).

Gabriela é procuradora-geral do município do interior paulista. Ela foi agredida na tarde de segunda-feira (20). Imagens registradas por uma funcionária mostram Macedo desferindo socos e chutes contra a chefe, que estava trabalhando quando foi surpreendida pelo ataque. Ela afirmou que as agressões devem ter sido motivadas porque havia cobrado providências sobre um episódio de grosseria de Macedo contra uma colega, solicitando um procedimento administrativo.

O agressor disse à Polícia Civil que sofria assédio moral no local de trabalho. A prisão preventiva do homem foi solicitada pelo delegado Daniel Vaz Rocha, responsável pelo caso. Ele apontou que o procurador “vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo à vida delas e, consequentemente, à ordem pública”.

A Associação Nacional dos Procuradores Municipais divulgou uma nota repudiando a “conduta violenta perpetrada pelo servidor identificado como Demétrius Oliveira de Macedo que, conforme noticiado, tinha sua atuação funcional avaliada através de um procedimento disciplinar a cargo da vítima”.

Como medida imediata para punir a agressão, a prefeitura de Registro publicou no Diário Oficial uma portaria determinando a suspensão preventiva de Macedo do cargo. O procurador ficará suspenso por 30 dias, sem receber salário. De acordo com a prefeitura, essa medida faz parte do processo administrativo que deve resultar na exoneração de Macedo. 

“Incômodo”

Macedo se mostrou “muito incomodado” em depoimento à delegada da Divisão de Capturas da Polícia Civil de São Paulo, Ivalda Aleixo, após sua prisão, na manhã desta quinta.

De acordo com Ivalda, ao ser questionado se estava arrependido das agressões contra a chefe, ele disse que não sabia responder. A delegada acredita que o procurador não estava confortável por estar na frente de mulheres.

“[Tinha] uma escrivã fazendo o BO [boletim de ocorrência], uma investigadora conduzindo ele, uma mulher falando com ele, uma delegada. Acho que ele ficou bastante incomodado”, apontou Ivalda.

A funcionária que o denunciou Macedo à procuradora-geral, inclusive, disse que o procurador “desprezava mulheres”.

O Sul


Com dezenas de locais disponíveis nesta sexta-feira, Porto Alegre dá continuidade ao serviço de vacinação contra covid


Média móvel de casos de covid é a maior desde março no Brasil


Desembargador manda soltar o ex-ministro Milton Ribeiro, pastores e outros presos em investigação sobre escândalo do Ministério da Educação


Nenhum comentário:

Postar um comentário