domingo, 26 de junho de 2022

G7 se reúne para discutir crise alimentar, de energia e pressão contra a Rússia

 


O grupo das sete maiores economias do mundo (G7) se reúne neste domingo (27) em uma cúpula de três dias em Schloss Elmau, nas montanhas da Baviera, na Alemanha.

Na mesa, estará o debate em aumentar a pressão sobre a Rússia e as consequências da guerra contra a Ucrânia, que provocou escassez de alimentos e energia pelo mundo, ao longo dos cinco meses do conflito.

O G7 é formado por Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão. Os líderes desses países enfrentam a ameaça de recessão global e as crises domésticas em seus respectivos países devido ao crescente aumento dos preços do gás, alimentos e outros bens básicos de consumo.

A deterioração econômica levou a novas conversas e algumas fraturas entre aliados sobre como colocar fim à guerra na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deve apelar por mais sanções e mais assistência militar quando aparecer virtualmente no evento.

Autoridades dos Estados Unidos disseram que o presidente Joe Biden planeja revelar seus próximos passos ao lado de outros líderes para aumentar a pressão sobre a Rússia, embora tenham se recusado a dizer como seriam.

Ao mesmo tempo, Biden espera que o grupo discuta medidas para estabilizar os mercados de energia, uma questão que um funcionário do governo norte-americano disse que estaria no centro das discussões no castelo nos Alpes Bávaros, onde o G7 se reúne.

Proibição de importação de ouro

Biden e os líderes do G7 concordaram em anunciar uma proibição de importação de ouro da Rússia, segundo uma fonte. O ouro é a segunda maior exportação da Rússia, depois da energia.

O Departamento do Tesouro deve emitir uma determinação na terça-feira (28) para proibir a importação de ouro para os EUA, o que, segundo a fonte, isolaria ainda mais a Rússia da economia global, impedindo sua participação no mercado de ouro.

Compromissos climáticos

Os líderes do G7 devem discutir ainda a criação de um “grupo climático” para coordenar melhor os preços do carbono e outras medidas e ações para reduzir as emissões de gás.

O compromisso climático é cada vez mais desafiado pela tentativa de redução da dependência do gás natural russo na Europa, além de aliviar os preços da gasolina.

Depois que a UE elogiou uma transição acelerada de energia limpa em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, alguns países europeus, em especial a Alemanha e o Reino Unido, estão voltando ao carvão para substituir o gás perdido. E a Alemanha também olha para a África para um novo fornecimento de gás.

O Sul

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