sexta-feira, 24 de junho de 2022

Bolsa de valores brasileira fecha no menor nível desde 2020, e dólar chega a 5 reais e 23 centavos

 


O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, caiu mais uma vez nesta quinta-feira (23), agora para a casa dos 98 mil pontos, com receios com o risco de uma recessão global e preocupações fiscais no Brasil.

O indicador teve queda de 1,45%, a 98.080 pontos. É a menor pontuação de 2022, e a mais baixa desde 4 de novembro de 2020 (97.866 pontos). Enquanto isso, o dólar atingiu a maior cotação em quatro meses, fechando a R$ 5,23.

No dia anterior, o Ibovespa recuou 0,16%, a 99.522 pontos. Com o resultado desta quinta, passou a acumular queda de 1,75% na semana, de 11,92% no mês e de 6,43% no ano.

O dólar, por outro lado, chegou ao maior nível desde 11 de fevereiro, quando atingiu R$ 5,242. A cotação final desta quinta foi de R$ 5,229. No pico do dia, a moeda chegou a avançar 1,10%, a R$ 5,2363.

Preocupações

Na visão da equipe de economia do Bradesco, preocupações com a atividade econômica global continuam pesando sobre os mercados. “A cautela predomina em meio aos riscos de recessão à frente nos Estados Unidos e no mundo”, afirmou em relatório.

Os principais índices em Wall Street, porém, tinham uma sessão positiva, mesmo após dados mostrarem que a atividade empresarial nos EUA teve forte desaceleração em junho.

Os preços do petróleo eram negociados em leve queda. Já os contratos futuros de minério de ferro encerraram as negociações na bolsa de Dalian com recuperação, em alta de mais de 2%.

No Brasil, temores de piora fiscal com eventuais medidas para compensar a alta dos preços de combustíveis também mantêm agentes financeiros cautelosos e adicionam volatilidade ao mercado.

No noticiário político-fiscal, as iniciativas do governo para criar um auxílio aos caminhoneiros e ampliar o vale-gás a famílias de baixa renda neste ano eleitoral, por exemplo, levantava temores sobre qual será o impacto nos cofres públicos, num momento de aperto nas contas da União.

O Banco Central passou de 1% para 1,7% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano. A informação divulgada nesta quinta-feira pelo diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen.

Já o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quinta que o elevado grau de incerteza no cenário atual fez o Banco Central modular sua estratégia para levar a inflação para “ao redor” da meta em 2023, não mais o patamar exato do alvo de 3,25%.

O Sul

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