sexta-feira, 25 de março de 2022

Presidente Joe Biden diz que os Estados Unidos vão responder se a Rússia usar armas químicas

 


Após se reunir com líderes da Otan, do Conselho Europeu e do G7 em uma tentativa de alinhas respostas à invasão russa da Ucrânia, o presidente americano Joe Biden afirmou, nesta quinta-feira (24), que os Estados Unidos irão responder caso a Rússia use armas químicas em território ucraniano.

“Nós responderíamos se ele usasse. A natureza da resposta dependeria da natureza do uso”, disse Biden durante entrevista coletiva no quartel-general da Otan, em Bruxelas, na Bélgica. “Deflagraria uma resposta à altura. Caso a Rússia dê esse passo, nós tomaremos essa decisão”, completou.

Também nesta quinta-feira, data em que a guerra completa um mês, a Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução que responsabiliza a Rússia pela crise humanitária na Ucrânia – o texto prevê ainda o envio de ajuda humanitária ao país.

Foram 140 votos a favor, 5 contra e 38 abstenções. O Brasil votou a favor da medida. A segunda resolução, que eximiria a Rússia da crise, proposta pela África do Sul, não chegou a ser votada após ser rechaçada por 67 países. Embora não vinculativas, as resoluções da assembleia têm peso político.

Mais cedo, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, anunciou que os líderes da organização decidiram em reunião dar mais apoio à Ucrânia e enviar tropas para Bulgária, Romênia e Eslováquia, países vizinhos. O encontro entre as lideranças aconteceu em Bruxelas.

Stoltenberg destacou ainda que a Otan se prepara para longo prazo e aumentará seu apoio para todos os países ameaçados pelos russos. Ele também afirmou que a China deve utilizar a sua influência na região para “promover a paz” e pressionar Vladimir Putin para acabar com a guerra.

O possível uso de armas químicas pela Rússia foi destacado por Stoltenberg como motivo de preocupação. Segundo ele, a utilização deste tipo de armamento mudaria a natureza da guerra. O secretário-geral disse que a Aliança está fazendo tudo para evitar entrar no confronto.

O Sul

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