quinta-feira, 11 de novembro de 2021

COMBUSTÍVEIS: A INTERVENÇÃO LEVA AO DESABASTECIMENTO - Gilberto Simões Pires

 INTERVENÇÃO

Entra dia e sai dia e o desgastado tema - política de preços dos combustíveis - segue intacto no topo das manchetes dos veículos de comunicação que formam a MÍDIA ABUTRE, todos eles sugerindo aos pobres brasileiros desprovidos de raciocínio que os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha é uma questão de Estado. Por consequência, cabe ao governo INTERVIR -com mão de ferro- com o firme propósito de reduzir, ou tabelar, os preços praticados nas bombas.


DILEMA

Pois, em audiência na Comissão de Economia e Finanças do Senado, no início desta semana, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, alertou que basta a Petrobras não cumprir o correto PPI - Preço de Paridade de Importação- para que, imediatamente, o Brasil passe a enfrentar um evidente - RACIONAMENTO DE COMBUSTÍVEIS-, ou, como prefere o ministro, um complicado processo de DESABASTECIMENTO. Ora, até os bebês, ao nascer, já sabem que entre a EXISTÊNCIA de qualquer produto -a preço de mercado-, e o RACIONAMENTO -por força da intervenção desejada pela MÍDIA ABUTRE e seus fiéis seguidores-, todos ficam ao lado da -EXISTÊNCIA-.


O BRASIL NÃO É AUTOSSUFICIENTE EM PETRÓLEO

O que muita gente ainda dá demonstração de enorme desconhecimento, independente do fato de que qualquer INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL no mercado deve ser sempre considerada como algo absurdo e totalmente incabível, de que no caso dos combustíveis o Brasil não é AUTOSSUFICIENTE. O Brasil, para quem não sabe, importa cerca de 30% do consumo de GLP (gás de cozinha), 25% do diesel e 6% a 8% da gasolina. Isto significa que temos uma parcela do mercado, cerca de 20%, que não é da Petrobras. Ou seja, as refinarias que operam no país, para atender a demanda interna de combustíveis, precisam comprar muito petróleo no mercado internacional. Como tal se veem obrigadas a pagar o preço do dia. É pegar ou largar.


PREÇO DA INTERVENÇÃO DURANTE O GOVERNO DILMA

A título de melhor esclarecimento, Bento Albuquerque lembrou bem o que aconteceu durante o péssimo governo petista, quando Dilma Rousseff resolveu SEGURAR o preço da gasolina, do diesel, e do gás de cozinha. O resultado daquela trágica INTERVENÇÃO é pra lá de conhecido e quem atesta isto são os balanços da Petrobras. Mais: os efeitos da INTERVENÇÃO fizeram com que os ATOS DE CORRUPÇÃO ficassem reduzidos a pouca coisa, ainda que de grande monta. Vejam que aquela política de controle de preços levou a Petrobras a pagar multas bilionárias e a ser a empresa de petróleo e gás mais endividada do mundo, como bem referiu o ministro.


LEI DO PETRÓLEO, LEI DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS E LEI DAS ESTATAIS

O ministro também lembrou que estão em vigor - a Lei do Petróleo, a Lei das Sociedades por Ações e a Lei das Estatais-. A lei das estatais diz que as ações do órgão de controle não podem implicar interferência na gestão de empresas públicas. O estatuto da Petrobras diz que, quando orientada pela União a contribuir para o interesse público, a companhia somente assumirá obrigações ou responsabilidade que respeitem as condições de mercado e que a União compensará a companhia pela diferença entre as condições de mercado e a obrigação assumida.


Isto precisa ser constantemente lembrado e/ou esclarecido para que não caiamos na tentação de preferir que os COMBUSTÍVEIS VENHAM A SER RACIONADOS. 



Pontocritico.com

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