sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Moro tem o direito de ficar rico na iniciativa privada

 

Ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro vai trabalhar para uma consultoria que tem entre seus clientes a Odebrecht.| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
 


Por J.R. Guzzo

O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro é um homem multifásico – vale coisas diferentes para pessoas diferentes em épocas diferentes. Quando comandava a Operação Lava Jato era um herói nacional. Sozinho, sem outras forças que não fossem a própria integridade pessoal e o seu cargo de juiz numa vara da Justiça Federal em Curitiba, enfrentou e pôs na cadeia um ex-presidente da República, diretores das empreiteiras de obras públicas que costumavam governar o país e grandes estrelas do sistema de corrupção por atacado que deitava e rolava no Brasil de então.

Ao mesmo tempo, era o inimigo número um do PT, da esquerda em geral e da nebulosa de juristas amadores e profissionais que se apresentam com a marca de “garantistas” e atribuem à lei e à justiça, acima de qualquer outra coisa, o dever de absolver réus acusados de corrupção e outros crimes – sempre por “erros processuais", ou alguma outra desculpa do mesmo tipo. Deixava horrorizados, em especial, os ministros do Supremo Tribunal Federal que operam como despachantes de escritórios de advocacia milionários, como os que defendiam o ex-presidente Lula e as megaempreiteiras corruptas. Um deles acusou Moro de criar uma “república” ilegal em Curitiba, onde estaria em vigor a “ditadura” pessoal do juiz.

 
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Gazeta do Povo

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