sábado, 26 de dezembro de 2020

Lojistas de Porto Alegre indicam queda de 25% nas vendas de Natal, mas crescimento no digital

 Pandemia alterou hábitos nas compras de Natal, conforme levantamento dos lojistas



A crise ocasionada pela pandemia de Covid-19 impactou significativamente nas vendas de Natal, conforme os lojistas de Porto Alegre. Levantamento realizado por uma das entidades que representam o setor em Porto Alegre, o Sindilojas, estima que houve uma queda de 25% no volume de vendas em relação a 2019 para 73% dos lojistas consultados. O ticket médio, no entanto, ficou alto, em R$ 311, segundo os comerciantes. Ainda assim, “foi o pior Natal dos últimos anos”, segundo o presidente da entidade, Paulo Kruse. O presidente da CDL Porto Alegre, Írio Piva, também lembra que o comércio on-line contribuiu a diminuir o movimento nas ruas, com um aumento de cerca de 15%.

“Não é que nos surpreendeu. Mas nos últimos dias, indicava que não aconteceria. Mas a pesquisa constatou isso. Mas todas variáveis indicavam que a gente teria estas vendas menores”, comenta Kruse. “Estamos satisfeitos, por um número que permite que a gente trabalhe com perspectivas bem melhor, fazendo um planejamento mais justo e esperando a vacina, para que realmente possamos tocar nossos negócios”, conclui. 

Para Piva, o desempenho não foi uniformemente ruim: “Tivemos setores do comércio com desempenho muito bom, e outros com desempenho um pouco mais fraco, mas no total ficamos um pouco abaixo do desempenho em 2019. Mas foi melhor do que as projeções que fizemos, porque foi possível recuperar parte das perdas do período que ficou fechado fisicamente, então consideramos positivo”, considera o presidente da CDL.  

Conforme o levantamento do Sindilojas, em relação à forma de pagamento, a maioria dos porto-alegrenses havia mencionado a intenção de pagar à vista, em dinheiro ou no débito, em pesquisa realizada pela entidade com os consumidores, sobre intenção de compra. Já conforme os lojistas, 70% das compras foram feitas parceladas no cartão ou crediário da loja. As compras à vista representam 30%. Ainda de acordo com a apuração, o pagamento no cartão de crédito em parcelas ocorreu na maior parte das vendas realizadas pelos canais online, em 58,6% dos casos. O link de pagamento, formato que teve grande ascensão este ano e que também permite escolher o número de parcelas, foi o formato utilizado para 13,8% das compras. As vendas à vista representam 27,6% do total.

WhatsApp se destaca como alternativa

A respeito dos canais de venda, os varejistas indicaram que mesmo com o crescimento do uso das plataformas digitais este ano, as lojas físicas seguem sendo a principal escolha dos clientes, com 58,6% dos resultados. Para 38,6% o consumo ocorreu em ambos os formatos, e para 2,9% apenas pela internet. Para estes últimos, o WhatsApp foi o canal mais utilizado, com 65,5% dos atendimentos, seguido do site da loja, com 34,5% do fluxo de compras. “As vendas on-line cresceram bastante em relação ao ano passado, ano passado, quando 5% do movimento foi on-line e este ano as previsões são de 16%, três vezes mais”, avalia o presidente da CDL.

A pesquisa revelou, também, que 41,4% dos lojistas fizeram promoções de produtos para este Natal e que o maior movimento à procura dos presentes no comércio está sendo esta semana. No segmento de vestuário, as blusas e os vestidos foram os itens mais vendidos. No de calçados, chinelos e rasteirinhas. Smartphones e TVs foram os produtos mais comprados nas lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. No ramo de material de construção, artigos de pintura, torneiras e mangueiras lideraram a lista, e no de cosméticos, sabonetes e cremes hidratantes. 


Correio do Povo

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