quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

CONFIRA 10 EXPRESSÕES QUE OS PRACINHAS FALAVAM NA II GUERRA - História virtual

 





A cobra vai fumar: A expressão “A cobra vai fumar” é um ditado popular brasileiro que significa algo difícil de ser realizado, e se acontecer, sérios problemas podem surgir. O ditado surgiu durante o início da Segunda Guerra Mundial, como uma provocação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) aos mais pessimistas que diziam: “É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra”. A expressão tornou-se um slogan da FEB. Imagine você uma cobra fumando cachimbo! Eles imaginaram e usaram como insígnia.





Senta a pua: O grito e o slogan “Senta a Pua” foi usado pelas tropas da Aeronáutica brasileira durante a 2ª Guerra Mundial. A insígnia “Senta a Pua” surgiu ainda durante o treinamento nos Estados Unidos, quando se estava prestes a partir para o Teatro de Operações. Esta expressão era um dito popular na década de 40, muito usada nas regiões Nordeste e Norte do país, para apressar e encorajar alguém. O mais engraçado é que o mascote usado pelos homens da FAB para os representá-los era uma avestruz furiosa. Detalhe: avestruzes não voam! Mais uma ironia dos brasileiros.





Tedesco: Uma das palavras mais pronunciadas pelos nossos pracinhas. Embora exista em português a palavra tedesco como sinônimo de alemão, nossos soldados foram aprendê-la com os italianos. Na guerra, nenhum brasileiro designava os soldados alemães senão por tedescos. Em tempo: tedesco é alemão em idioma italiano.





Paúra: Era utilizado para designar medo. Em italiano, medo se fala paúra. Entre a tropa, quem tinha paúra era chamado de “paurento”.


Saco B: Os expedicionários recebiam dois sacos, com fardas, calçados e equipamentos de uso pessoal: um deles, para uso em combate, era o “Saco A”. O outro, para uso na retaguarda, era o “saco B”. Os expedicionários que eram enviados para a linha de frente apelidavam os outros da retaguarda de “saco B”, o que era visto como uma ofensa grave




Crédito: Reprodução

Bionda cativa: Usado para designar os cigarros ruins e de baixa qualidade que o governo brasileiro mandava para a tropa, especialmente o cigarro de marca Iolanda, cujo maço trazia o desenho de uma loura. “Bionda Cativa” (“loura ruim”), diziam os italianos, que preferiam tragar cigarros americanos. Logo os brasileiros passaram a usar o termo também.



Signorinas: eram as ‘amigas’ e ‘acompanhantes’ que faziam os passeios com os soldados nas horas de folga. Em um termo mais pejorativo, dependendo do contexto, poderia significar mulheres que se prostituíam também.



Foxhole: Significa buraco de raposa ou apenas buraco. Eram abrigos individuais cavados para se proteger e também demarcar aonde começa e acabava uma posição de guarda.



Pé de trincheira: o frio era rigoroso e intenso a ponto de provocar o chamado “pé de trincheira” – a gangrena nos pés dos soldados, causada por umidade no sapato, que tinha como consequência a amputação dos membros inferiores. Para não ser vítima da gangrena, os brasileiros pegavam galochões que tinham recebido e forravam com feno ou jornal. Aí calçavam por cima do coturno, já com uns dois ou três pares de meia. Deu tão certo que o Exército Aliado copiou para outras tropas.





Partisano: eram os Partigiani, tropas guerrilheiras italianas formadas com todos aqueles que eram inimigos do fascismo, principalmente os comunistas. Atuaram em várias missões com os brasileiros e sempre havia algum deles para guiar as tropas da FEB ou espionar para o Serviço de Inteligência Aliado.

Fonte:https://jornalismodeguerra.com/2018/03/16/confira-10-expressoes-que-os-pracinhas-falavam-na-2-guerra/



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