Reinaldo Belotti faz um pronunciamento e culpou as fortes tempestades que caíram no Rio pelo acidente que matou 10 pessoas

Reinaldo Belotti fez pronunciamento para dar explicações sobre o incêndio | Foto: Fernando Souza / AFP / CP
Quase um dia e meio após um incêndio em um contêiner que servia como alojamento matar dez jogadores da base entre 14 e 16 anos e ferir outros três no CT do Flamengo, o clube carioca fez sua primeira manifestação pública para se defender da tragédia. Por cerca de 15 minutos, o CEO rubro-negro, Reinaldo Belotti, discursou sobre as instalações do Ninho do Urubu que pegou fogo, as quais classificou como “alojamento confortável”. Segundo ele, o Flamengo “não poupa esforços para dar o melhor” para os seus jogadores. No fim do seu pronunciamento, assim como fizera o presidente flamenguista, Rodolfo Landim, na manhã do dia do incêndio, na sexta-feira, o CEO do clube não quis responder perguntas dos jornalistas.
Sem citar nomes, Belotti rebateu a afirmação do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey, que na sexta-feira havia chamado o alojamento de “puxadinho”. “Aquilo não era um puxadinho que a gente escondia )os jogadores da base), ao contrário. Era um alojamento confortável, adequado ao que se propunha e que nós mostrávamos com orgulho”, afirmou o executivo rubro-negro. O incêndio em um dos contêineres matou dez garotos e deixou outros três feridos, um deles ainda em estado grave, correndo risco de morto, de acordo com os médicos que o atenderam.
Belotti defendeu o uso dos contêineres em pelo menos três oportunidades de seu discurso, lembrando que eles são usados desde 2011, quando o CT foi inaugurado. Nada comentou sobre as 31 multas da prefeitura por falta de documentos necessários para a utilização do local, tampouco sobre o fato de o Flamengo ter informado à prefeitura do Rio que havia um estacionamento onde o clube, na verdade, montou o alojamento para os garotos da base. “Por esse alojamento passaram vários times titulares do Flamengo, jogadores consagrados, como Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love, e também a seleção olímpica do Brasil”, enumerou o dirigente.
“Aconteceu um acidente trágico. Não foi por falta de investimento do Flamengo, não foi por falta de cuidado do Flamengo. Afinal de contas, esse é nosso maior ativo. Aquela turma que estava dormindo lá é o nosso futuro. Nós prezamos muito por essa turma”, discursou o CEO.
O executivo também ressaltou que as instalações tinham aprovação de diversos órgãos. “Ele (alojamento) foi certificado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que nos emitiu certificado de regularidade, e pela Ferj e CBF, que emitiram certificado de clube formador.”
O representante do clube carioca também comentou sobre as ausência de documentação dos Bombeiros e da Prefeitura do Rio. “O CT, suas licenças, seus alvarás, suas multas… Na realidade, isso não tem nada a ver com o acidente que ocorreu. Temos algumas providências a serem tomadas para tornar o CT plenamente legalizado. Precisávamos de nove certificados e temos oito. Estávamos trabalhando com os bombeiros para finalizar este processo. O alojamento foi aprovado pelo conselho da criança e do adolescente, que nos deu certificado. A Ferj, Federação de Futebol do Rio de Janeiro, e a CBF, Confederação Brasileira de Futebol, nos deram certificado de formadores”, afirmou Belotti, que também é o coordenador do Grupo de Gerenciamento de Crise criado pelo clube.
Causas
De acordo com Reinaldo Belotti, a perícia dos Bombeiros apontou preliminarmente que o incêndio começou no aparelho de ar condicionado do alojamento. Ele reiterou que os equipamentos estavam com a manutenção em dia, e levantou a hipótese de que o temporal que atingiu o Rio de Janeiro na quarta-feira à noite tenha ajudado a provocar um curto-circuito.
De acordo com Reinaldo Belotti, a perícia dos Bombeiros apontou preliminarmente que o incêndio começou no aparelho de ar condicionado do alojamento. Ele reiterou que os equipamentos estavam com a manutenção em dia, e levantou a hipótese de que o temporal que atingiu o Rio de Janeiro na quarta-feira à noite tenha ajudado a provocar um curto-circuito.
“O problema começou no ar-condicionado, mas ninguém pode garantir por quê. Eles estavam em perfeita ordem. A suposição existente agora é que os picos de energia podem ter influenciado no funcionamento regular do ar-condicionado e originado o princípio de incêndio”, considerou. “Nós tivemos todo o cuidado, nós não poupamos esforços para dar o melhor para o nosso pessoal, mas infelizmente, uma sucessão de eventos após um dia catastrófico no Rio de Janeiro nos trouxe essa catástrofe ainda maior.”
O dirigente confirmou que o sistema de ar condicionado do CT tinha passado por manutenção e disse que as fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro na última quinta-feira seriam as responsáveis pela tragédia.
“Preventivamente fizemos a manutenção no ar condicionado, e isso está registrado. Mas houve quase um furacão aqui no Rio. A região foi atingida e aconteceram vários picos de energia. A suposição é de que os picos de energia influenciaram no funcionamento e ocasionou o incêndio”, explicou.
De acordo com Reinaldo, a ausência de alvará e as multas que o clube recebeu da prefeitura do Rio de Janeiro não têm ligação com o incêndio.
Apoio às famílias
O Flamengo levou para o Rio de Janeiro todas as famílias das dez vítimas fatais e dos três jogadores feridos no incêndio. Reinaldo Belotti afirmou que todos estão com apoio psicológico e os três sobreviventes têm um médico do clube à disposição no Hospital Vitória, onde estão internados.
Os outros jogadores da base também estão sendo acompanhados pelo clube. “Os atletas que estavam lá e não tiveram ferimentos, mandamos para suas casas e colocamos um representante do clube com cada atleta. Mantemos diariamente contato com eles, via psicólogos. Ideia é que não sofram consequências”, justificou Belotti.
O dirigente só fez o pronunciamento e não quis responder a nenhuma pergunta dos jornalistas.

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