Mortos em enchentes no Japão chegam a 85 vítimas

Dezenas de pessoas seguem desaparecidas após temporais devastadores

Dezenas de pessoas seguem desaparecidas após temporais devastadores | Foto: Martin Bureau / AFP / CP

Dezenas de pessoas seguem desaparecidas após temporais devastadores | Foto: Martin Bureau / AFP / CP

O número de mortes nas chuvas recorde que devastaram partes do Japão subiu para 85, de acordo com uma contagem oficial divulgada nesta segunda-feira (horário local) no Japão. As operações de resgate continuam. Dezenas de pessoas continuam desaparecidas após os dias de chuvas torrenciais que causaram enchentes e deslizamentos de terra.

As equipes lutavam contra o tempo neste domingo para resgatar pessoas atingidas pelas enchentes. "As operações de resgate, o salvamento de vidas e as evacuações são uma corrida contra o tempo", declarou o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, durante reunião de crise com os primeiros ministros, enquanto o porta-voz do governo anunciou que o balanço de vítimas fatais poderia aumentar pois a chuva continua caindo em áreas já muito afetadas.

Mais cedo, a agência de gestão de incêndios e catástrofes naturais relatou que 100 moradores das regiões mais afetadas ficaram feridos. O estado de alerta máximo para três províncias do oeste (Kochi, Ehime e Gifu) foi retirado, mas seguem vigentes as advertências.

Na cidade de Mihara, perto de Hiroshima, a chuva deu uma trégua neste domingo à tarde e os habitantes começaram a contabilizar os danos. Masanori Hiramoto, de 68 anos, ficou devastado ao ver o estado da sua casa. "Não sei nem por onde começar a limpeza", afirmou o agricultor. "Esta área se tornou um oceano e isso me preocupa, porque não sei quanto tempo permanecerá assim", comentou Nobue Kakumoto, um idoso de 82 anos.

"As operações de resgate estão sendo conduzidas ininterruptamente, 24 horas por dia", indicou Yoshihide Fujitani, responsável pela gestão catástrofes do município de Hiroshima. "Também estamos cuidando dos desabrigados e tentando recuperar as infraestruturas vitais, como as redes de água e gás", declarou Fujitani. Cerca de 300 pessoas, inclusive bebês e crianças, ficaram presas em um hospital de Kurahiski, na prefeitura de Okayama, quando a água de um rio vizinho transbordou.

"Cortaram a eletricidade e o fornecimento de água e de comida", explicou por telefone à emissora de TV pública NHK uma enfermeira que trabalha no local. As equipes de resgate retiraram em helicópteros algumas pessoas do hospital, enquanto outros deixaram o estabelecimento em botes infláveis.


AFP e Correio do Povo


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