Precisa-se de ética para construir nosso país!

Ao reler um antigo texto do jornalista João Ubaldo Ribeiro sobre ética, nos leva a uma profunda reflexão sobre o comportamento da maioria de nós brasileiros que só procuramos levar vantagem em tudo que se nos oferece como oportunidade de desfrutar de alguma coisa, de algum bem, de algum privilégio, de alguma isenção etc., sem que haja necessidade de seguir os trâmites racionais ou normais ditados pela ética. Assim sendo percebemos que o bem comum fica subordinado ao bem individual, marca registrada das ações destituídas de qualquer discernimento.
O discernimento, então, é a aptidão que torna os seres humanos capazes de determinar e reconhecer o que é bom para nossa vida em geral, ou seja, o que é bom não apenas para o indivíduo específico, mas sim o que é bom para ele e para os outros que convivem em sua companhia em sociedade. Ele representa o meio-termo de nossas forças racionais e emocionais, se apresentando como forma de excelência.
Por tudo isso, o discernimento é o que nos permite fazer escolhas conscientes e éticas, livres de pressões direcionadas somente na busca pelo prazer e das vantagens que sempre evitam o sofrimento (que pode confundir e desviar nossas intenções e pensamentos). Assim sendo, ele não se atem unicamente a razão; ele une em nosso espírito nossas aptidões mentais às nossas emoções, razão e coração, alma e corpo.
Do discernimento pode-se ainda dizer que ele independe do conhecimento científico, da instrução, do cargo e da posição social desfrutada pelo cidadão, portanto ao alcance de qualquer cidadão pela simples aquisição de conhecimentos mais amplos.
Portanto, depois da análise de algumas atitudes que bem caracterizam o brasileiro, de uma maneira geral, nos revela a quase total falta de discernimento por parte de governantes e governados em nosso pais o que permite a concluir que todos esses males só serão extirpados a partir de uma difícil e quase impossível mudança radical implantando a verdadeira ética fundamentada na moral absoluta e transcendental, isto é igual para todos.
Começando pela administração, ou seja, o governo incluindo todos os políticos e demais ocupantes de cargos da administração pública, deveriam se subordinar a certos mandamentos do tipo de não mentir, não iludir o povo, ser coerente aplicando a mesma regra em diferentes oportunidades, não enganar propositalmente os cidadãos, visando obter vantagens pessoais para si mesmos e não identificar o privado com o público no manejo dos recursos.
Finalmente, o cidadão percebendo que deve mudar suas atitudes, espelhado pelo novo comportamento ético de seus governantes que a generalidade do fato social impõe com maior ou menor intensidade às pessoas, certa consciência coletiva, que é geral, deixando sua consciência individual com uma limitada autonomia que promove uma ética global, independente da generalização imposta pelos novos fatos sociais.


Plínio P. Carvalho

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