Mercado reagiu à decisão do Fed de manter os juros básicos da economia americana na faixa entre 1,50% e 1,75%
Dólar fecha cotado a R$ 3,55, maior patamar em quase 2 anos | Foto: Marcelo Casal / Agência Brasil / CP
O anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de manter os juros básicos da economia americana na faixa entre 1,50% e 1,75%, em decisão unânime, por 8 votos a 0, fez com que o dólar atingisse no Brasil sua maior cotação em quase dois anos. A moeda fechou o dia valendo R$ 3,55, alta de 1,36%, batendo resultado obtido em 2 de junho de 2016, quando alcançou R$ 3,58.
A notícia do Fed era esperada pelo mercado, sobretudo quanto ao futuro. O comitê foi pragmático e reiterou que prevê mais elevações graduais nos juros, mas que eles devem ficar por algum tempo abaixo dos níveis esperados para o longo prazo.
Quando à Bolsa de São Paulo, B3, ela amargou prejuízo de 1,82%, com o índice Ibovespa, que congrega as ações mais negociadas no mercado local, aos 84.547,08 pontos.
Local
O cenário doméstico também ajudou a pressionar o dólar ante o real, sobretudo com preocupações com a cena política local a poucos meses das eleições presidenciais de outubro. “Vemos crescimento (econômico) patinando, indefinições sobre as eleições, nossa moeda vem sofrendo”, destacou o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
Apesar do dólar no patamar de 3,55 reais, o Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio nesta sessão. Segundo profissionais, a expectativa é de que o BC role integralmente o vencimento de junho de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro. O volume total é de 5,650 bilhões de dólares.
Vencem ainda na quinta-feira 2 bilhões de dólares em leilão de linha, que é a venda de dólares com compromisso de recompra.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
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