Advogado do presidente no TSE, Gustavo Guedes vê ‘atuação política’ de Janot ao tomar medidas às vésperas de julgamento; Temer obtém apoio de ministros tucanos
Beatriz Bulla e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo
Foto: DANIEL TEIXEIRA | ESTADAO CONTEUDO
BRASÍLIA - Com o avanço das investigações da Lava Jato sobre o presidente Michel Temer, o Palácio do Planalto deu início no domingo, 4, à estratégia de enfrentamento ao Ministério Público Federal e escalou o advogado Gustavo Guedes para atribuir ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, uma tentativa de influenciar o Tribunal Superior Eleitoral. Próximo do julgamento que pode cassar seu mandato, Temer ainda atuou junto de aliados do PSDB e obteve o compromisso de permanência dos tucanos na base ainda nesta semana.
“Nós teríamos total tranquilidade para discutir tudo o que venha do Ministério Público. Agora a questão é o momento. Fazer isso às vésperas do julgamento do TSE nos parece uma tentativa de constranger o tribunal”, disse Guedes ao Estado, no domingo. Na terça-feira, 6, a corte eleitoral inicia a fase final do processo proposto pelo PSDB em 2014, no qual a chapa campanha de Dilma Rousseff-Michel Temer é acusada de abuso de poder político e econômico.
O enfrentamento do Planalto contra Janot foi revelado no domingo pelo Estado. A Procuradoria-Geral da República não quis comentar as declarações do advogado de Temer. A estratégia foi definida no sábado, 3, no Palácio do Jaburu logo após a prisão do ex-deputado federal e ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures. Também participaram do encontro os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).
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