Na sexta-feira, a Polícia Federal pediu prazo extra para encerrar os trabalhos
POR CAROLINA BRÍGIDO
O ministro Edson Fachin durante a sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) - André Coelho / Agência O Globo
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BRASÍLIA – O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deu mais cinco dias para a Polícia Federal concluir as investigações sobre o presidente Michel Temer. O prazo dado por Fachin inicialmente, de dez dias, teria se encerrado no sábado. Mas na sexta-feira a PF pediu prazo extra para finalizar os trabalhos. As apurações precisam estar concluídas na segunda-feira. Na mesma decisão, Fachin deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o pedido de arquivamento do inquérito feito pela defesa de Temer.
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O prazo curto é estipulado em lei, para investigações nas quais há investigados presos. No caso, trata-se do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e de Roberta Funaro, irmã do operador Lucio Funaro. Eles são alvo do mesmo inquérito e, junto com Temer, são investigados por crime de obstrução à justiça, corrupção passiva e participação em organização criminosa. A expectativa é de que a PGR apresente denúncia contra o presidente na próxima semana.
O prazo extra poderá ser usado para a PF concluir a perícia no áudio da conversa que o dono da JBS, Joesley Batista, gravou com o presidente. Em 22 de maio, a polícia informou ao STF que precisava de até 30 dias para concluir a análise. A perícia ainda não foi concluída. No caso dos áudios do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que é investigado no mesmo inquérito, o prazo inicial era de até 60 dias.
Para instruir o inquérito, Fachin determinou que a PF colhesse, por escrito, o depoimento de Temer. Os investigadores enviaram 82 perguntas à defesa do presidente, mas ele decidiu não responder nada. O depoimento de Rocha Loures também não representou avanço nas investigações, porque o ex-deputado ficou calado diante das perguntas formuladas pela PF.
O Globo
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