quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Cesta básica de Porto Alegre é a segunda mais cara do País

Insumos básicos tiveram aumento de 1,08% em outubro

Alimentos básicos registraram variação de 1,08%, passando de R$ 458,29 em setembro de 2019, para os atuais R$ 463,24

Alimentos básicos registraram variação de 1,08%, passando de R$ 458,29 em setembro de 2019, para os atuais R$ 463,24 | Foto: Guilherme Testa

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A cesta básica de Porto Alegre registrou aumento de 1,08% em outubro na comparação com setembro, conforme cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com isso, passa a custar R$ 463,24, a segunda mais cara do País, atrás somente de São Paulo (R$ 473,59).

No ano, a cesta em Porto Alegre está 0,32% mais barata e, em 12 meses, registrou alta de 2,97%. Na passagem de setembro para outubro, dos 13 produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais, nove ficaram mais caros.

O vilão do mês foi o tomate, que registrou aumento de 11,9%. Logo atrás, o açúcar aumentou 4,29%, o arroz registrou alta de 3,94% e a banana 2,72%. Óleo de soja, carne, feijão, café e a farinha de trigo também registraram elevação de preços. Por outro lado, três itens registraram queda: o principal deles foi a batata, com diminuição de 17,66%. O leite foi o único alimento que não registrou variação.

Em outubro, o valor da cesta básica representou 50,45% do salário mínimo líquido, contra 49,9% em setembro de 2019 e 51,26% em outubro do ano passado. O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em outubro, cumprir uma jornada de 102 horas e 07min para adquirir os bens alimentícios básicos.

De acordo com o Dieese, salário mínimo necessário deveria equivaler a R$ 3.978,63, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998. A variação da cesta básica no período do Plano Real ficou em 595,03%, enquanto a inflação medida pelo INPC/IBGE acumulou 523,72%.


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