Google Maps ganha Gemini como copiloto para navegação mais inteligente

 


O Google anunciou nesta sexta-feira (8) a integração do modelo de IA Gemini ao Google Maps, transformando o app em um assistente de navegação conversacional. A novidade chega inicialmente para usuários do Android Auto nos EUA e será expandida globalmente até o fim de 2025.Como funciona
  • Comandos por voz naturais: "Encontre um café com Wi-Fi grátis e estacionamento fácil perto do Museu do Ipiranga" — o Gemini entende contexto, sugere opções e traça a rota.
  • Respostas em tempo real: durante o trajeto, pergunte "Tem engarrafamento à frente?" ou "Qual o preço médio do combustível aqui?" — o sistema responde com dados atualizados.
  • Sugestões proativas: ao detectar chuva, o Gemini pode sugerir rotas cobertas ou alertar sobre alagamentos.
Recursos exclusivos
  1. Memória de viagem: lembra preferências (ex.: evita pedágios, prioriza ciclovias).
  2. Integração com Agenda e Gmail: "Me leve ao dentista às 14h" — puxa o endereço automaticamente.
  3. Multimodalidade: envie uma foto de um ponto de referência ("É esse prédio?") e o Maps confirma a localização.
Segurança e privacidade
  • Conversas são processadas localmente no dispositivo quando possível.
  • Dados de rota permanecem criptografados e não são usados para anúncios.
  • Usuário pode apagar histórico de voz a qualquer momento.
A funcionalidade estará disponível primeiro para assinantes Google One AI Premium e, a partir de 2026, para todos os usuários do Maps. O recurso marca a maior atualização do app desde o lançamento do Street View, em 2007.

Tecnoblog

Operação desmantela esquema bilionário de IPTV pirata no Brasil

 


A Polícia Federal, em parceria com a Ancine e a Motion Picture Association (MPA), defartou nesta sexta-feira (8) a maior rede de streaming ilegal de TV por assinatura do país, em uma operação batizada de "404". O esquema movimentava R$ 2,5 bilhões por ano e contava com mais de 1,2 milhão de assinantes ativos.Como funcionava
  • Servidores clandestinos em data centers no Brasil e no Paraguai transmitiam mais de 20 mil canais (incluindo Premiere, HBO, ESPN e Netflix).
  • Painéis de revenda permitiam que "distribuidores" criassem subcontas e vendessem acessos por R$ 30 a R$ 80/mês.
  • Pagamentos via Pix, criptomoedas e cartões pré-pagos dificultavam o rastreio.
  • Aplicativos falsos disfarçados de ferramentas de IPTV legal eram distribuídos via Telegram e WhatsApp.
Estrutura da quadrilha
  • Líderes: um casal em São Paulo coordenava a operação.
  • Programadores: criavam sistemas de bloqueio de fiscalizações (anti-DRM).
  • Revendedores: mais de 15 mil afiliados em todos os estados.
  • Lavagem: dinheiro era reinvestido em imóveis de luxo, carros importados e criptoativos.
Resultados da operação
  • 22 mandados de busca e apreensão em SP, RJ, PR, SC e GO.
  • Bloqueio de R$ 150 milhões em contas bancárias e criptomoedas.
  • Apreensão de 40 servidores e 1.200 dispositivos de transmissão (TV Box modificadas).
  • 8 prisões em flagrante, incluindo o líder do esquema.
A PF estima que o grupo causou prejuízo de R$ 6 bilhões às emissoras e plataformas legais desde 2021. Os investigados responderão por associação criminosa, lavagem de dinheiro, violação de direitos autorais e crime contra as relações de consumo. A pena máxima pode chegar a 12 anos de prisão.

Correio 24 Horas