Anatel: Se sua TV Box não está nesta lista, desligue-a logo

 


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou um alerta direto aos consumidores sobre os riscos do uso de uma TV Box não homologada. Esse tidpo de aparelho, observa, é usado para recepção de conteúdo audiovisual que, além de ilegais, estão no centro de uma rede criminosa global conhecida como BadBox 2.0. O malware presente nesses dispositivos pode transformar a rede doméstica do usuário em ferramenta para crimes cibernéticos sem que ele perceba.

Segundo a superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles, o risco é imediato e a recomendação é clara: se o aparelho não estiver na lista de modelos homologados da agência, ele deve ser desligado e retirado da rede doméstica. “O consumidor pode estar trazendo para dentro de casa um criminoso, que terá acesso a todos os dispositivos conectados”, afirmou.

O alerta se baseia em estudo recente conduzido pelo laboratório antipirataria da Anatel, que identificou mais de 1,8 milhão de dispositivos infectados no Brasil em agosto de 2025 — o maior número do mundo. Entre os usos ilícitos detectados estão acessos não autorizados a contas bancárias, serviços públicos e sites de conteúdo adulto, além de fraudes publicitárias, roubo de credenciais e participação em ataques de negação de serviço (DDoS).

Como se proteger

A Anatel listou medidas para reduzir os riscos:

  • Consultar a lista de TV Boxes homologadas disponível no portal da Anatel (www.gov.br/anatel).
  • Desligar e isolar imediatamente qualquer equipamento que não esteja na lista.
  • Evitar baixar aplicativos de fontes desconhecidas, pois muitos contêm malwares disfarçados.
  • Manter firmware e sistema operacional atualizados para corrigir vulnerabilidades.
  • Monitorar sinais de tráfego anormal na rede doméstica, que podem indicar comprometimento.

A agência reforça que a comercialização e o uso de TV box pirata é passível de sanção administrativa e podem configurar crimes previstos na Lei Geral de Telecomunicações e na Lei de Direitos Autorais. Além disso, o usuário pode ser responsabilizado se a sua rede for utilizada em atividades ilícitas.

“Não vale a pena o risco. Um produto homologado garante requisitos mínimos de segurança, qualidade e confiabilidade, protegendo dados pessoais e a rede doméstica”, concluiu Gesiléa Teles.

Confira na lista abaixo se o TV box de sua casa é homologado. Aparelhos homologados atendem todos os requisitos de cibersegurança da Anatel, inclusive para atualização de sistema e download de novos aplicativos livres de malware:

MarcaModeloNome Comercial
AmazonS3L46NS3L46N
AmazonE4GE9RE4GE9R
AmazonP4C6ENP4C6EN
AmazonL5B83GL5B83G
AmazonE9L29YE9L29Y
AppleA2169A2169
AppleA2843A2843
AppleA2737A2737
AppleA1625A1625
Building Records Comércio, Importação e Exportação de Materiais Esportivos Ltda.BMS-TX3MINI-ABMS-TX3MINI-A
Celso Roberto Goncalves JuniorAurora Max AAurora Max A
DLMW50230Mi TV Stick
DLMB30380MB30380
DMXMVP195MVP195
DMXK140A1MOOD HARMONY
Enzo Brasil Variedades e Artigos de Armarinho LtdaLEON-423LO-423
Enzo Brasil Variedades e Artigos de Armarinho LtdaLEON-423CW-424
IntelbrasIZY PLAYIZY PLAY
IntelbrasIzy Play 4KIzy Play 4K
IntelbrasIzy Play Full HDIzy Play Full HD
IntelbrasIzy Play StickIzy Play Stick
KidasenSTV 3000STV 3000
KidasenSTV-3000 PLUSSTV-3000 PLUS
LexbomLB-001LB-001
MODERACONVGK-02HP46D
Mundial Comércio de Presentes LtdaMCD-121MCD-121
Mundial Comércio de Presentes LtdaMCD-123MCD-123
ORBISTECH BRASIL3930x3930x
OVER BRASIL CONTEUDO DE MIDIA LTDAV1 PRO S905W2V1 PRO S905W2
Proqualit TelecomPROSB3000/2GBSMARTPRO 4KHD
Proqualit TelecomPROSB3000/16GBSMARTPRO 4KHD
Proqualit TelecomPROSK-1000TV Stick PRO 4KHD
Proqualit TelecomPROSB-2008/2GBPROSB-2008/2GB
Proqualit TelecomPROSB-2000/OLEPROSB-2000/OLE
Proqualit TelecomPROSB-2016/2GBPROSB-2016/2GB
Proqualit TelecomPROSB-2000/2GBPROSB-2000/2GB
Proqualit TelecomPROSB-2000/1GBPROSB-2000/1GB
SAT BRASCT-ATV01Century Android TV
Seisa Technologies Importacao LtdaTX9 PROTX9 PRO
SKYTECH TELECOMSTBAND001STBAND001
VIVENSISVX SMARTVX SMART
Zhiye Chen Comercio de Artigos de Armarinho LtdaCHOKI-TX2022CHOKI-TX2022
ZTEZXV10 B866V2K + C2201ZXV10 B866V2K + C2201
Jk Variedades Produtos de Informatica LtdaLB-008
IntelbrasIzy Play Dongle 4K
Jk Variedades Produtos de Informatica LtdaLB-005
Celso Roberto Goncalves JuniorArcadian Box
TAITANAurora
ZTEZ4KCW6
ZTEZ4KW6
ROKU3940X2Roku Express 4K
ROKU3960X
ROKU3960XRoku Express

Telessíntese

Cpers critica “meritocracia” e governador diz que 14º buscou valorizar “quem está na sala de aula”

 Anúncio definiu salário a mais proporcional a metas atingidas, além de bonificações

Medidas foram anunciadas nesta quarta-feira no Teatro Feevale | Foto: João Pedro Rodrigues/Palácio Piratini/CP


O Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) criticou o programa anunciado pelo governador Eduardo Leite (PSD), nesta quarta-feira, que cria bonificações para servidores da educação e premiações para alunos a partir de metas relacionadas ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O sindicato divulgou uma nota repudiando a “lógica meritocrática” do denominado Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha e entende que as bonificações criam distorções dentro da carreira da magistratura estadual.

“Eduardo Leite segue praticando uma política funcional que discrimina e exclui. A educação e a categoria são uma coisa só: não é admissível remuneração diferenciada, como se sucesso ou insucesso fossem resultado apenas de qualidades e ações individuais. Essa lógica não apenas ignora as condições reais de trabalho, como também tenta dividir a categoria”, diz o texto.

“Essa política desconsidera a realidade das escolas e joga sobre os ombros de professoras(es) e funcionárias(os) uma pressão desmedida, ignorando que a melhoria da educação exige investimentos estruturais, condições dignas de trabalho, redução da sobrecarga e apoio efetivo no ensino-aprendizagem — e não premiações pontuais e seletivas”, afirma também a nota, que está reproduzida em sua íntegra no final desta matéria.

Eduardo Leite estava preparado para críticas desta natureza. Durante o anúncio, defendeu avanços do seu governo, afirmou que qualquer aumento salarial repercutiria também aos aposentados e disse que tomou as decisões buscando valorizar os professores em atividade.

“O esforço financeiro que a gente faz aqui… tenho certeza que vai ter gente que vai dizer para colocar no salário. Acabaria ficando um terço com quem está em sala de aula e dois terços acabam sendo apropriados por quem já passou – que merece todo nosso respeito e gratidão, mas, se a gente quer fazer diferença na educação, a gente tem que fazer um esforço adicional com quem está em sala de aula construindo nosso futuro”, disse o governador.

“Temos cerca de 60 mil servidores atuando nas escolas. Temos mais de 110 mil aposentados e pensionistas. Tudo aquilo que a gente quiser repercutir no salário, acaba sendo dois para um. A gente respeita todo mundo que passou, mas a gente precisa colocar um esforço adicional com quem está hoje cuidando das nossas crianças”, declarou ainda Leite.

A argumentação do chefe do Poder Executivo gaúcho não foi suficiente para convencer o sindicato. “Somos contrários a essa divisão e vamos cobrar do governo para que qualquer aumento seja de forma linear. E sabemos que tem dinheiro para isso”, afirmou a presidente do Cpers, Rosane Zan, à reportagem.

“A gente sempre cobra a valorização salarial como um todo. Não adianta criar vantagens e méritos… ensino e aprendizagem precisam sim de auxílio, mas essa sobrecarga direta vai criar uma divisão nas escolas. Uns vão ganhar o 14º (salário) e outros não. Isso nós somos contrários”, disse.

Confira a íntegra da nota do Cpers

Metas e pressão não fazem educação de qualidade; valorização salarial, sim.

O CPERS repudia a lógica meritocrática anunciada pelo governador Eduardo Leite (PSD), nesta quarta-feira (13), por meio do chamado Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha. O projeto, apresentado com pompa no Teatro da Feevale, prevê um suposto “14º salário” apenas para quem atingir metas pré-estabelecidas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

Eduardo Leite (PSD) segue praticando uma política funcional que discrimina e exclui. A educação e a categoria são uma coisa só: não é admissível remuneração diferenciada, como se sucesso ou insucesso fossem resultado apenas de qualidades e ações individuais. Essa lógica não apenas ignora as condições reais de trabalho, como também tenta dividir a categoria. Meritocracia é competição em vez de cooperação; é a negação do reconhecimento da classe; é individualizar aquilo que se conquista coletiva e socialmente.

E como fica a avaliação dos gestores da educação? São os mesmos que não conseguem manter escolas salubres e estruturadas, que não oferecem climatização, que erram até a data da maior comemoração histórica do Rio Grande do Sul, que criam “escolas-piloto” fadadas ao fracasso e as desativam na surdina para esconder seus erros. Ao mesmo tempo, obrigam as(os) educadoras(es) a jornadas extensas – pelos baixos salários – e intensas – pelo excesso de exigências e sobrecarga –, levando ao adoecimento e até à desistência da profissão.

Essa política desconsidera a realidade das escolas e joga sobre os ombros de professoras(es) e funcionárias(os) uma pressão desmedida, ignorando que a melhoria da educação exige investimentos estruturais, condições dignas de trabalho, redução da sobrecarga e apoio efetivo no ensino-aprendizagem – e não premiações pontuais e seletivas.

O CPERS reafirma: somos contra qualquer modelo de meritocracia na educação. O que queremos e precisamos é piso salarial cumprido integralmente, plano de carreira valorizado, investimentos permanentes e condições adequadas de trabalho. Não aceitaremos penduricalhos que não se incorporam ao salário, que não contam para aposentadoria e que desaparecem justamente na fase da vida em que mais necessitamos de renda para enfrentar o desgaste da saúde.

A verdadeira valorização da educação não se constrói com bônus que mascaram a falta de investimento estrutural, mas com respeito à nossa profissão, garantia de direitos e políticas que beneficiem toda a rede escolar – não apenas quem consegue cumprir metas muitas vezes desconectadas da realidade das comunidades e que, mais uma vez, divide a categoria para distribuir prêmios pontuais sem atacar os verdadeiros males da educação gaúcha.

Educação de qualidade se faz com valorização real, e não com prêmios condicionados.

Correio do Povo

Hugo Motta, sobre MP contra tarifaço: “Vamos dar celeridade; é uma pauta boa para o País”

 Presidente da Câmara salientou que texto vai além de preferências ideológicas

Presidente da Câmara vê importância da medida do governo | Foto: Lula Marques / Agência Brasil / CP


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira, 13, que a Casa vai dar 'celeridade' à Medida Provisória de resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros. Ao deixar a Mesa da Câmara, Motta indicou que a pauta é 'boa' para o País e lembrou dos trâmites pelos quais o texto deve passar, como a discussão em Comissão Especial.

Ainda não há definição sobre a relatoria do texto - se ficará com a Câmara ou com o Senado, seguindo o rodízio entre as Casas. Mais cedo, Motta comentou sobre a MP, afirmando que 'há causas que devem transcender as preferências partidárias ou ideológicas'.

'Nosso empenho por soluções que protejam empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros seguirá inabalável', escreveu.

O presidente da Câmara também indicou que vai discutir na reunião de líderes de amanhã a possibilidade de pautar, para a próxima semana, um projeto de lei sobre a adultização de crianças. O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB - SE), está sob relatoria do deputado Jadyel Alenxar (Republicanos-PI).

Estadão Conteúdo e Correio do Povo