Câmara aprova urgência de projeto que penaliza institutos de pesquisas

 Lira anunciou que a proposta será votada após negociação com os líderes de partidos



Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 18, a urgência do projeto que pune e criminaliza institutos de pesquisas. O requerimento, do deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR), teve 295 votos favoráveis e 120 contrários. Com o resultado, a proposta foi incluída na Ordem do Dia do Plenário. No entanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), descartou a possibilidade de ser nesta terça, adiantando que será votada uma outra proposta sobre regulamentação das pesquisas eleitorais. De acordo com ele, antes de ir para votação, o novo texto será debatido com os líderes de todos os partidos. “Nós estamos votando um requerimento de urgência de um projeto mais antigo, e nada tem a ver com o mérito do que vai ser discutido. Nós fizemos um compromisso hoje com os líderes da base e com os líderes da oposição para sentarmos e dialogarmos sobre o texto de mérito desse projeto. Depois do texto resolvido, ele vem a Plenário quando tiver o mínimo possível acordado”, explicou. Lira ainda ressaltou que vai negociar o texto com o Senado. “Não haverá açodamento, mas tem que haver um start com relação à disposição de trazer esse assunto com a urgência que ele requer, dado o histórico das últimas três ou quatro eleições”, completou. Na discussão sobre o projeto, o deputado federal Paulo Eduardo Martins (PL-PR) defendeu que a Câmara aprove uma proposta que estabeleça “regras razoáveis” e que não seja “restritivo”. Por outro lado, o parlamentar Zé Neto (PT-BA) é contra a votação do requerimento. Para ele, o tema deveria ser discutido em uma reforma eleitoral. Já o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) disse que o partido vai apresentar um novo projeto sobre o tema no decorrer desta semana e pediu que o texto seja apensado ao Projeto de Lei 96/11.

Jovem Pan

Bolsonarismo irá persistir pelos próximos anos mesmo com Lula eleito, avalia Tebet

 Ex-presidenciável se reuniu com empresários e economistas e ressaltou que o atual mandatário ‘mudou a mentalidade’ dos brasileiros; senadora declarou apoio à candidatura petista no segundo turno



A senadora Simone Tebet (MDB) esteve presente em um encontro com empresários e economistas nesta terça-feira, 18, e falou sobre a atual conjuntura política. No evento, a emedebista ressaltou que, embora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saia vitorioso nas urnas eletrônicas neste segundo turno das eleições presidenciais, o ‘bolsonarismo’ irá persistir pelos próximos quatro anos através de seus valores em “ser reacionário”, promover o “retrocesso civilizatório” e “de valores”. Tebet argumentou que o atual mandatário “mudou a mentalidade” da população brasileira e que o povo deveria se indignar com o “mau exemplo” dado pelo chefe do Executivo com falas chulas, de palavrões, de humilhar, de desvencilhar, de achar que o Brasil tem sido exatamente o que uma meia dúzia pensa”. A ex-presidenciável ressaltou que a maior riqueza nacional é a “diversidade” e que é preciso lutar para manter este entendimento. “Como é que nós podemos agora ter um presidente que conseguiu em menos de 4 anos, através de fake news, de rede social, mudar esses valores? E tá mudando a mentalidade, a alma e o caráter do povo brasileiro”, disse.

Ao ser questionada sobre a visita de Jair Bolsonaro (PL) no Santuário de Nossa Senhora Aparecida na última quarta-feira, 12, a congressista alertou para o “perigo” de uma “guerra santa” no país. “Acima da política está a nossa fé, seja ela qual for. E pela fé nós fazemos tudo, ou nós não temos fé. Pelo nosso Deus que nós acreditamos nós fazemos tudo. Por isso que o Estado tem que ser laico. Por isso que nós não podemos admitir que a religião entre na política. Olha o que nós estamos fazendo em um dia santo para os católicos como eu. Ele [Bolsonaro] levou uma meia dúzia de bolsominions para vaiar uma missa que estava sendo lá consagrada em uma devoção da maior santa da Igreja Católica. Não interessa se eu sou evangélica e não acredito, mas tem católicos que acreditam como eu, ele não respeita isso”, finalizou. No evento, estiveram presentes o economista Armínio Fraga e a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP). A aliança de Tebet com Lula aconteceu após a definição do primeiro turno e a divulgação de que Tebet obteve 4,16% dos votos válidos.

Jovem Pan

Bolsonaro não foge de nenhum debate

 Lula correu dia 24/09 de um debate.




Fonte: https://www.facebook.com/watch/live/?ref=notif&v=476050314304742&notif_id=1666281050399305&notif_t=live_video

AGORA É GUERRA!

 Dezenas de brasileiros estão bloqueados na internet, um canal inteiro de televisão está sob censura, proibido de chamar Lula de ladrão ou de corrupto, e os 225 a 225 minutos de propaganda eleitoral "gratuita" dos dois candidatos foram convertidos em 395 a 55 para Lula a titulo de "direito de resposta, um 6 x 0 só de gols de juiz.

Não ha mais argumentos. Agora é só força bruta. Não vai parar por aí. Essa gente terá de ser parada com uma enxurrada de votos.

AGORA É GUERRA

 Assistam o excelente comentário de Fernão Lara Mesquita. https://www.youtube.com/watch?v=SXjwNwgijmI


Dezenas de brasileiros estão bloqueados na internet, um canal inteiro de televisão está sob censura, proibido de chamar Lula de ladrão ou de corrupto, e os 225 a 225 minutos de propaganda eleitoral "gratuita" dos dois candidatos foram convertidos em 395 a 55 para Lula a título de "direito de resposta, um 6 x 0 só de gols de juiz.

Pontocritico.com

GRAÇAS À CENSURA DO TSE, O PROCESSO ELEITORAL ESTÁ IRREMEDIAVELMENTE SUJO - 21.10.22

 Por J.R. Guzzo


A censura é um câncer e, sendo câncer, pode gerar metástase – a infecção sai do lugar onde começou e começa a invadir, passo por passo, o organismo inteiro. É o que está acontecendo com os atos de repressão do ministro Alexandre Moraes e seus imitadores no Tribunal Superior Eleitoral contra órgãos de imprensa. Dia após dia, violam de maneira cada vez mais maligna a liberdade de expressão, estabelecida com palavras indiscutíveis na Constituição Federal do Brasil - e proíbem os veículos de comunicação de publicarem qualquer coisa que o ex-presidente Lula, candidato nas eleições do dia 30 de outubro, não quer que seja publicada. A primeira agressão foi contra a Gazeta do Povo, censurada pelo TSE por informar, com base em fatos escandalosamente públicos, que Lula e o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, são aliados políticos e admiradores um do outro. Lula acha que isso pode lhe custar votos. Exigiu então que a Gazeta não publicasse nada a esse respeito e foi atendido na hora pelo TSE; sempre é. A partir daí o câncer se espalhou. Acaba de infectar a rádio Jovem Pan, e pelos mesmos motivos: levar ao ar notícias sobre fatos verdadeiros cuja divulgação Lula não admite. A rádio está censurada pelo TSE por falar dos processos e das condenações de Lula por corrupção e lavagem de dinheiro. É como se não tivesse existido a Lava Jato, ou a sua prisão durante 20 meses em Curitiba, ou a devolução em massa de dinheiro roubado. A Jovem Pan não pode falar nada disso.


 


Nunca se viu numa eleição brasileira, nem mesmo nas eleições consentidas e bem-comportadas feitas durante o AI-5, atos de ditadura como os que estão sendo praticados neste momento pelo alto Poder Judiciário. O processo eleitoral, por conta disso, está irremediavelmente sujo; qualquer que seja o resultado, a dupla STF-TSE conduziu durante toda a campanha um processo de destruição da democracia que não pode mais ser consertado. A autoridade eleitoral abandonou, sem maiores preocupações com aparências, a sua obrigação elementar de ser imparcial – está agindo abertamente a favor de um candidato, o ex-presidente Lula, contra o candidato adversário, o presidente Jair Bolsonaro. Montou-se, aliás com a colaboração da maior parte da mídia, uma colossal operação de fingimento, através da qual STF-TSE pretendem salvar o Brasil do “autoritarismo” - e se servem desta mentira para violar a Constituição, liquidar liberdades públicas e individuais, e impor a censura em favor do seu candidato.


 


A metástase transbordou do seu foco inicial não apenas quanto aos órgãos de imprensa perseguidos pelo TSE, mas também em relação aos assuntos censurados. Alexandre Mores e seus associados no TSE proíbem a exibição de vídeos em que Lula diz ”ainda bem” que “a natureza” nos mandou a Covid – assim as pessoas aprendem a “importância do Estado”. É proibido dizer que Lula foi o mais votado nas penitenciárias. Também não pode dizer que o PT votou contra, na prática, o Auxílio Brasil proposto no Congresso pelo governo – o partido negou o pagamento parcelado dos precatórios, ou dívidas da União não pagas, e é daí que vem o dinheiro para pagar o auxílio. Nem o ex-ministro Marco Aurélio, do próprio Supremo, pode falar. Os ex-colegas proibiram que ele diga que Lula não foi absolvido, em nenhum momento, pelo STF - apenas teve os seus processos penais “anulados”, sem qualquer menção a provas ou fatos, o que não tem absolutamente nada a ver com “absolvição”. É, em todo o caso, uma interpretação dele como jurista, absolutamente legítima e legal. Mas o ex-ministro foi proibido de falar. E por aí se vai, com multas de 25.000 reais por dia para veículos de imprensa ou para jornalistas que não obedecerem de imediato as ordens da censura – um abuso sem precedentes na história da justiça brasileira.


 


Nenhum dos atos de censura do TSE, pelo que ficou provado nas suas decisões, proibiu a publicação de notícia falsa – como, hipocritamente, Moraes e colegas vêm dizendo que era a sua intenção, antes ainda da campanha eleitoral começar. Agora se vê que só foi proibida, como sempre quiseram eles, a publicação de informações verdadeiras. Estas sim, são e sempre foram o objetivo real da repressão ditatorial mais flagrante que o país já viu desde a abolição do AI-5. A ditadura do Judiciário está proibindo dizer a verdade no Brasil.


Pontocritico.com

FORÇA TOTAL E MUITO FOCO NESTA RETA FINAL

 TIMER DA CONTAGEM ELEITORAL REGRESSIVA

Hoje, 6ª, feira, 21, (véspera do dia 22) o timer da CONTAGEM ELEITORAL REGRESSIVA, que se encerra no dia 30 de outubro, precisamente daqui a exatos 9 DIAS, data marcada para a realização do segundo turno das ELEIÇÕES de 2022, informa, de forma categórica, que a GRANDE MAIORIA dos eleitores do nosso imenso Brasil , cheia de confiança e muita determinação está disposta a REELEGER JAIR BOLSONARO. 


UNIÃO COM UM ÚNICO PROPÓSITO

Pois, nesta BREVE TRAVESSIA de 9 dias, a contar de hoje, mais do que nunca é preciso que os BRASILEIROS -DE BEM- deixem de lado as eventuais diferenças e se unam, de forma muito POSITIVA E DETERMINADA com um único propósito: SALVAR O BRASIL DO COMUNISMO que vem sendo garantido a todo momento, tanto pelo candidato petista quanto, principalmente, pelo órgão máximo do infeliz e ativista Poder Judiciário. 

BLOCO NA RUA

Volto a insistir, para que ninguém perca o necessário FOCO, que cada um, dependendo da disponibilidade e da característica pessoal, se dedique ao máximo para ajudar o Brasil. Não esqueçam, portanto, de que a soma de esforços individuais é fundamental para a obtenção do resultado pretendido, qual seja o de REELEGER JAIR BOLSONARO. Assim, o equilíbrio das ações se dá através da PRODUÇÃO de CONTEÚDOS e do necessário COMPARTILHAMENTO dos mesmos. Estas duas importantes ATUAÇÕES e/ou AÇÕES, com efeito multiplicativo, significam BOTAR O BLOCO NA RUA, ou FAZER ACONTECER. 

ELEITOR E CÚMPLICE

A estas alturas dos acontecimentos que envolvem a RETA FINAL DA ELEIÇÃO 2022, uma coisa é mais do que certa: enquanto o -ELEITOR- VOTA EM JAIR BOLSONARO, o -CÚMPLICE- VOTA EM LADRÃO. Simples assim. 

PRIME NEWS



AGORA É GUERRA



Assistam o excelente comentário de Fernão Lara Mesquita. https://www.youtube.com/watch?v=SXjwNwgijmI


Dezenas de brasileiros estão bloqueados na internet, um canal inteiro de televisão está sob censura, proibido de chamar Lula de ladrão ou de corrupto, e os 225 a 225 minutos de propaganda eleitoral "gratuita" dos dois candidatos foram convertidos em 395 a 55 para Lula a título de "direito de resposta, um 6 x 0 só de gols de juiz.

Pontocritico.com

Ministra do TSE suspende direito de resposta de Lula em 164 inserções da propaganda de Bolsonaro

Decisão de Maria Cláudia Bucchianeri foi tomada nesta quinta; caso deverá ser analisado pelo plenário da corte

Maria Cláudia Bucchianeri, ministra do Tribunal Superior Eleitoral 

A ministra Maria Cláudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu o direito de resposta que garantia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à Presidência da República, 164 inserções na propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro (PL) do segundo turno das Eleições 2022.

"O procedimento é incompatível com a celeridade inerente aos processos de direito de resposta, bem assim com a colegialidade que norteia os julgamentos sobre propaganda, nos termos do art. 2º da Portaria nº 791/2022", escreveu a ministra.

A magistrada decidiu que o caso deverá ser analisado pelo plenário. "Nesse contexto, recebo os presentes embargos declaratórios como recurso inominado (art. 58, § 5º da Lei nº 9.504/97) e a ele atribuo, excepcionalmente, eficácia suspensiva, até respectiva análise colegiada", acrescentou Maria Cláudia Bucchianeri, que deu à defesa dos dois candidatos um prazo de 24 horas para se manifestarem.

O presidente Bolsonaro obteve direito de resposta sobre uma propaganda eleitoral feita pela campanha do ex-presidente Lula que sugere que o chefe do Executivo federal seja canibal. A decisão é do ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A propaganda do PT usa trechos de uma entrevista de Bolsonaro na qual o presidente cita a visita que fez a um agrupamento indígena e diz que, na cultura dos integrantes daquele povoado, quando um indígena morre, o corpo é cozinhado e, depois, ingerido por todos os que presenciam o ritual.

R7 e Correio do Povo

TSE aprova remoção de notícias falsas da internet em até 2 horas

 Por unanimidade, ministros decidiram que retirada de fake news deve ocorrer em 2 horas e não em 48 horas, como é hoje



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira (20), uma resolução que reduz o tempo para remoção de notícias falsas das plataformas digitais, das atuais 48 horas para 2 horas, após as decisões da Corte. Em caso de descumprimento do novo prazo, a multa é de R$ 100 mil por hora, a partir da notificação.

Às vésperas do pleito eleitoral, o prazo, segundo a resolução, deve ficar ainda menor. As plataformas deverão retirar as notícias em até 1 hora - regra valerá entre 48 horas antes da votação e 3 dias após o segundo turno. Nesses casos, a multa também é de R$ 100 mil.

Pela nova resolução, fica proibida ainda propaganda eleitoral na internet – a que não for gratuita - no período de 48 horas antes do dia da votação e 24 horas seguintes. Se houver qualquer monetização, a multa é de R$ 100 mil por hora de descumprimento.

Aumento de 1671%

Durante a sessão, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, contou que houve aumento de 1671% do volume de denúncias de desinformação encaminhadas às plataformas digitais com relação às eleições passadas.

"Todos vem acompanhando que, a partir do segundo turno, houve uma proliferação não só de notícias fraudulentas, mas da agressividade dessas notícias, desse discurso de ódio, que sabemos todos que não leva a nada, mas a uma corrosão da democracia. E exatamente por isso a necessidade de um tratamento mais célere no enfrentamento à desinformação", afirmou Moraes.

Encontro com redes sociais

O presidente do TSE se reuniu, na última quarta-feira (19), com plataformas digitais para discutir o combate às notícias falsas em meio ao segundo turno das eleições. Entre as empresas que participaram da reunião estavam Meta, Twitter, TikTok, Kwai, LinkedIn, Telegram, Google e YouTube.

"Nós avançamos muito no primeiro turno. Tivemos, graças ao apoio das plataformas e redes sociais, um primeiro turno bem dentro do razoável, talvez até melhor do que todos nós esperávamos. Mas estamos tendo um segundo turno piorando cada vez mais neste aspecto. E, isso, da parte do TSE, vem demandando medidas mais duras", disse Moraes.

Em fevereiro deste ano, as principais plataformas digitais ativas no Brasil assinaram um memorando de entendimento para renovar a parceria com o TSE, visando barrar a disseminação de fake news nas eleições de 2022.

Os documentos contaram com a assinatura de representantes do Google, WhatsApp, Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, TikTok e Kwai. As plataformas se comprometeram a cumprir uma lista de ações no combate à desinformação eleitoral, entre elas a priorização de informações oficiais, divulgadas pelo próprio tribunal, a fim de rebater a circulação das fake news.

R7 e Correio do Povo

Como Liz Truss perdeu o poder e teve que renunciar no Reino Unido

 Chefe de governo agravou as dificuldades econômicas, enfraqueceu a imagem do seu país Exterior e esgotou o que restava de unidade no Partido Conservador

Liz Truss controlou o poder apenas por alguns dias 

Liz Truss se apresentou um dia como uma "grande provocadora" e admiradora de Margaret Thatcher, mas será lembrada por seus críticos, principalmente, como uma destruidora durante sua breve passagem como primeira-ministra britânica. Após sua renúncia nesta quinta-feira (20), ela se tornou a primeira-ministra mais efêmera da história contemporânea, com apenas 44 dias no poder. Neste período, agravou as dificuldades econômicas de milhões de britânicos, enfraqueceu a imagem de seu país no plano internacional e esgotou o que restava de unidade em um Partido Conservador fragilizado após 12 anos no poder.

Truss representa a ala mais direitista do Partido Conservador, como Thatcher, apelidada de "dama de ferro" pela mão forte com que governou o Reino Unido de 1979 a 1990 e a quem sonhava imitar. Aos 47 anos, essa ex-ministra das Relações Exteriores chegou ao poder com uma promessa simples: em um contexto difícil de forte inflação e de preços de energia em alta, ela queria retomar o crescimento, adotando cortes maciços de impostos.

Sua experiência em vários ministérios e sua visão otimista convenceram militantes conservadores que preferiam seu nome ao então ministro das Finanças, Rishi Sunak, defensor da ortodoxia orçamentária. Mas seu ambicioso plano econômico anunciado em 23 de setembro por seu ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, previa dezenas de bilhões em cortes de impostos sem financiamento claro.

Em resposta, os mercados reagiram violentamente: a libra caiu, os rendimentos dos títulos do Estado dispararam, e o Banco da Inglaterra teve de intervir. Liz Truss nunca se recuperou deste "miniorçamento" de principiante.

"Entendi"

Na realidade, ela controlou o poder apenas por alguns dias, entre o fim do luto nacional após a morte da rainha Elizabeth II, em 8 de setembro, e o fracasso de suas medidas econômicas. No congresso do Partido Conservador, a atmosfera era densa. Em uma primeira tentativa, Liz Truss desistiu de cortar a alíquota dos mais ricos. Sua autoridade e seu controle do partido começaram a evaporar.

"Entendi, ouvi", disse ela então.

Ouvir talvez tenha ouvido. Mas entender, não verdadeiramente, afirmaram seus opositores diante dessa oradora limitada que repetia "crescimento, crescimento, crescimento" e parecia impermeável às críticas.

Em 14 de outubro, sob pressão de seu partido, cada vez mais inquieto, e como já circulavam nomes para substituí-la, ela demitiu seu ministro das Finanças e convocou uma coletiva de imprensa.

Na quarta-feira (19), vaiada por deputados no Parlamento, ela afirmou: "Sou uma lutadora, não uma pessoa que desiste". Imediatamente depois sofreu mais um revés: sua ministra do Interior, Suella Braverman, renunciou por divergir de Truss sobre a política migratória.

A situação é um beco sem saída: multiplicam-se os pedidos de renúncia, a oposição pede eleições antecipadas, e os conservadores estão desesperados diante das eleições catastróficas dois anos antes das eleições legislativas.

Nesta quinta-feira, Truss disse estar "absolutamente determinada" a continuar sua missão, após dizer que foi longe demais e muito rápido. Apenas oito minutos depois, renunciou.

Mudança de trajetória

Nascida em 26 de julho de 1975, casada e com duas filhas, seus amigos de infância e colegas na universidade em Oxford, onde se graduou em política e economia, lembram de uma estudante provocadora, mas discreta, que não aparentava uma futura primeira-ministra.

Truss cresceu rodeada por esquerdistas e, em Oxford, liderou um grupo juvenil do centrista Partido Liberal Democrata, onde começou a demonstrar firmes opiniões políticas.

Chocou seus pais, um professor de matemática e uma defensora do desarmamento nuclear, os quais acompanhava em manifestações quando criança, ao entrar para o Partido Conservador e adotar posturas de direita. Após uma década no setor privado, especialmente como diretora comercial de empresas como a energética Shell, foi vereadora no sudeste de Londres e, em 2010, deputada.

Em 2012, entrou para o governo e ocupou uma série de pastas: primeiro, como secretária de Estado de Educação e, depois, como ministra do Meio Ambiente, de 2014 a 2016. Também foi a primeira mulher ministra da Justiça e, em seguida, secretária-chefe do Tesouro. Em 2016, votou contra o Brexit. Depois, no entanto, tornou-se sua defensora ferrenha e trabalhou para forjar novas alianças com acordos de livre-comércio com países como Japão e Austrália.

Nomeada em setembro de 2021 à frente das Relações Exteriores - uma forma de seu antecessor Boris Johnson tentar controlar suas ambições -, Truss foi intransigente contra a União Europeia e encarnou uma posição dura contra a Rússia após a invasão da Ucrânia.


AFP e Correio do Povo