domingo, 5 de junho de 2022

Preços da gasolina e do diesel recuam nos postos nesta semana

 


Os preços da gasolina e do diesel recuaram nos postos nesta semana, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (3).

O valor do litro do diesel caiu de R$ 6,918 para R$ 6,882, o que representa uma redução de 0,6%. É a segunda queda seguida.

Na semana anterior, o preço do combustível havia atingido um patamar recorde de R$ 6,943, o maior valor nominal desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

Nesta semana, o maior valor encontrado pela ANP para o diesel foi de R$ 8,300, enquanto o menor foi R$ 6,190.

O preço médio do litro da gasolina passou de R$ 7,252 para R$ 7,218, queda de quase 0,5%. É o menor valor da gasolina desde a primeira semana de abril. O maior valor encontrado foi de R$ 8,490. O menor, R$ 6,180.

Por fim, o valor médio do etanol passou de R$ 5,186 o litro para R$ 5,083, queda de 2%. O etanol também tem o menor valor desde abril. No posto mais caro pesquisado pela agência, custava R$ 7,900. No mais barato, R$ 4,070.

Disparada dos preços

Em 2022, a disparada dos preços dos combustíveis ocorre em meio à forte alta nos preços internacionais do petróleo após a Rússia ter invadido a Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.

Desde 2016, a Petrobras adotou o chamado PPI (Preço de Paridade de Importação), após anos praticando preços controlados, sobretudo no governo Dilma Rousseff. O controle de preços era uma forma de mitigar a inflação, mas causou grandes prejuízos à petroleira.

Pela política de preços atual, os preços cobrados nas refinarias se orientam pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e do câmbio.

Agravamento

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, na última quinta (2), que o governo está tentando “abrir a Petrobras”, sem fornecer mais detalhes. Segundo publicação do jornal O Estado de S. Paulo, o Planalto está discutindo com lideranças aliadas do Congresso Nacional o envio de projeto de lei para quebrar o controle estatal sobre a Transpetro, braço da Petrobras que opera terminais e dutos.

Bolsonaro citou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia para prever que a crise dos combustíveis deve se agravar no Brasil e no resto do mundo:

“A União Europeia decidiu não importar mais petróleo da Rússia. Os Estados Unidos tentaram há pouco tempo importar petróleo da Venezuela, do Maduro. O americano falou que não vai aumentar a sua produção de petróleo. O Brasil não tem como aumentar a dele. Em consequência, a crise dos combustíveis deve se agravar, tá? No mundo todo. Se fosse só aqui podiam me culpar, mas é no mundo todo.”

“O [Michel] Temer fez a tal da PPI. O preço com paridade internacional. Mudamos o ministro das Minas e Energia, e estamos tentando aí abrir a Petrobras, tá?”, prosseguiu. A segunda troca em menos de 40 dias no comando da pasta, que passou das mãos do almirante Bento Albuquerque para as do economista Adolfo Sachsida, ocorreu no início de maio, após críticas do presidente à política de preços da Petrobras.

O Sul

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