terça-feira, 14 de julho de 2020

Representantes da região de Caxias do Sul lamentam a classificação de bandeira vermelha

Pelas novas diretrizes, comércio não essencial e a área de serviços terão de ficar fechados

A macrorregião deverá seguir as normativas da bandeira vermelha até a próxima segunda-feira

Com a bandeira vermelha na Região Caxias do Sul, estipulada pelo Modelo de Distanciamento Controlado, uma série de atividades econômicas sofre restrição. O comércio não essencial e a área de serviços, por exemplo, terão de ficar fechados. A macrorregião deverá seguir as normativas da bandeira vermelha até a próxima segunda-feira.
O Presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), José Carlos Breda, lamentou a decisão do Estado e afirmou que a classificação da região em bandeira vermelha não reconhece o esforço que está sendo feito pela Serra. Segundo ele, o governo será alertado quanto à efetividade do Modelo de Distanciamento Controlado, já que ele não reflete a realidade de cada região. Breda informou ainda que 25 municípios, dos 49 da região, poderão permanecer na bandeira laranja pois não tiveram óbitos e internações nos 14 dias analisados.
O prefeito Flávio Cassina disse que, embora seja contrário a posição do Estado, Caxias do Sul vai respeitar a lei maior. "Vamos abastecer o governo com informações e precisamos que a comunidade nos ajude a segurar este contágio. Até quinta-feira, vamos atrás de algum dispositivo para reverter esse quadro. Vamos nos adequar esta semana, inclusive com a flexibilização de alguns setores do comércio, não essencial, para trabalhar com pague-leve e drive thru", avalia.
O Sindilojas Caxias, como representante legal do comércio, alerta que o Estado fez um ajuste no protocolo, o que permite aos comerciantes manter em funcionamento o comércio eletrônico e a tele-entrega, com 25% dos trabalhadores, como modalidade exclusiva de atendimento para comércio de rua e shoppings.
Para a presidente do Sindilojas, Idalice Manchini, ao aceitar essa sugestão, o Estado atenua a preocupação com os postos de trabalho, mas não resolve tudo. “As perdas para o comércio estão se acumulando e vamos cumprir a ordem do Estado. Esperamos que o comércio eletrônico dê fôlego para a sobrevivência do setor nesse período”, argumenta.a do setor nesse período”, argumenta.

Correio do Povo

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